domingo, 25 de setembro de 2016

G1 - Conheça os candidatos à Prefeitura de Rio Verde e seus vices

Quatro coligações registraram suas candidaturas junto ao TRE-GO; veja lista.
Primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro.

Quatro coligações registraram seus candidatos à Prefeitura de Rio Verde, na região sudoeste de Goiás, junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Também foram oficializados os nomes dos candidatos a vice-prefeito e dos 312 postulantes ao cargo de vereador. A cidade tem o quinto maior colégio eleitoral do estado.

A campanha segue até o dia 1º de outubro, véspera do pleito. Clique aqui para conferir quais são as regras na propaganda eleitoral.

Em Goiás, mais de 4,4 milhões de eleitores irão às urnas no dia 2 de outubro. O segundo turno, somente em cidades com mais de 200 mil eleitores, está marcado para 30 de outubro, último domingo do mês.
Confira abaixo a lista dos candidatos a prefeito e vice em Rio Verde.

Cristiano Quintino (PPL)
O candidato do PPL à Prefeitura de Rio Verde é o empresário Cristiano Quintino, de 41 anos. Natural de Rio Verde, ele é casado e possui quatro filhos. O candidato conta que já teve uma dupla sertaneja por nove anos, chegando a gravar cinco CDs.

Em 2008, Quintino se tornou evangélico e começou a trabalhar como repórter em uma emissora de televisão. O candidato possui uma empresa de marketing e publicidade. Essa é a primeira vez que ele tenta uma eleição para cargo público.

O candidato a vice do partido é Nilton Carvalho de Oliveira, de 55 anos. Ele nasceu em Rio Verde e morou na zona rural até os 10 anos, quando se mudou para a cidade para trabalhar e estudar.

Nilton já foi engraxate e boia fria. Atualmente, ele trabalhaca como representante comercial. Casado, ele possui quatro filhos e duas netas. Como Quintino, ele ainda não exerceu nenhuma função pública.

Heuler Cruvinel (PSD)
O deputado federal licenciado Heuler Crunivel (PSD), de 38 anos, é o candidato à Prefeitura de Rio Verde pela Coligação Mudança pra Valer (PSD / PR / PTN / PMB / PRB / PSL / PP / PTB / PSDB / PMN / PEN / PHS). Ele iniciou a carreira política em 2009, como Secretário de Governo e Habitação de Rio Verde. Em 2010, foi eleito pela primeira vez como deputado federal, sendo reeleito em 2014. 

Engenheiro agrônomo, Heuler Cruvinel também atua como pecuarista e produtor rural. Ele é casado e possui três filhos.
Já a candidata a vice é a vereadora Maria José Guimarães Cabral (PSDB), de 53 anos. Casada e com dois filhos, ela realiza há mais de 25 anos um trabalho social por meio das pastorais da igreja.

Em 2008, Maria José foi eleita vereadora pela primeira vez. Em 2012, foi reeleita e assumiu a Secretaria Municipal de Turismo.

Lissauer Vieira (PSB)
O deputado estadual Lissauer Vieira (PSB), 36 anos, é o candidato da Coligação Rio Verde com Toda Segurança (PSB / PTC / PDT / PT / PC do B / PROS / SD / PSDC / PSC / PRTB / PPS) à Prefeitura de Rio Verde. Nascido em Coronel Bicaco (RS), ele se mudou aos 8 anos para Rio Verde e, desde jovem, se envolveu com o meio rural. O candidato é casado e tem dois filhos.

Na Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer é presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio e vice-presidente da Comissão Permanente de Agricultura Pecuária e Cooperativismo.

Já o candidato a vice é o ex-deputado e atual suplente de deputado estadual, Karlos Cabral (PDT). Ele nasceu em Rio Verde e tem 36 anos.
Karlos Cabral é formado em direito e também trabalha como servidor do Poder Judiciário. Casado, o candidato tem um filho.

Paulo do Vale (PMDB)
O candidato da Coligação Rio Verde Quer (Rede / DEM / PMDB /  PRP) à Prefeitura de Rio Verde é o médico Paulo do Vale (PMDB), de 56 anos. Ele nasceu em Tupaciguara (MG).  Após concluir a graduação, ele se mudou nos anos 80 para Rio Verde com o objetivo de instalar o primeiro serviço de hemodiálise do interior de Goiás.

Em 2009, Paulo do Vale assumiu a Secretária de Saúde de Rio Verde, onde exerceu a função até março de 2011. Além de exercer a medicina, o candidato é produtor rural e empresário.

Já o candidato ao cargo de vice é o empresário Francisco Grimaldi de Lima (DEM), conhecido como Chico do KGL, de 52 anos. Natural de Alexandria (RN), ele se mudou há 30 anos para Rio Verde.

Chico, que é casado, já disputou uma eleição para o cargo de deputado estadual. No entanto, não foi eleito. Leia mais/G1

TRE-GO recebe mais de 2,7 mil denúncias de irregularidades eleitorais

Registros são feitos por aplicativo desenvolvido pelo órgão, que apura casos.
Maior parte está ligada a propagandas irregulares; Goiânia lidera ranking.

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) já recebeu mais de 2,7 mil denúncias de irregularidades e crimes eleitorais em todo o estado. Os registros são feitos por um aplicativo desenvolvido pelo órgão, que analisa todos os casos. A maior parte está ligada a propagandas irregulares.

As regras para as campanhas eleitorais estão mais rígidas. O objetivo é evitar que os candidatos sujem a cidade e comprem votos. Entre as práticas que foram proibidas está a pintura de muros e a distribuição de placas e cavaletes em praças, calçadas ou canteiros centrais de avenidas.

“Antes você olhava para o chão e já via vários papeis, porque a pessoa pega e já joga fora na hora”, aprova a atendente Franciele Almeida.

Com o objetivo de transformar os cidadãos em fiscais das campanhas eleitorais, o TRE desenvolveu um aplicativo chamado Pardal para receber denúncias de irregularidades durante o período eleitoral. Com ele, os eleitores podem fotografar e filmas os problemas encontrados e enviar para o órgão.

Em Goiás, mais de 2,7 mil denúncias já foram feitas. 47% são de propaganda irregular. Existem ainda notificações de uso da máquina pública na campanha, compra de votos e gastos irregulares. Goiânia é a cidade com maior número de denúncias, com 314. Na sequência aparecem Anápolis e Aparecida de Goiânia, com 146 cada uma e Inhumas, com 107.

“O grande avanço é justamente esse. Nós temos uma equipe de cerca de 30 pessoas e agora passamos a 1 milhão de pessoas que são os olhos da justiça em toda parte” disse o chefe do cartório do TRE em Goiás, Breno Prado.

“O candidato está mais atento, porque ele pode ser fotografado, pode ser filmado, e isso pode causar um dano à sua imagem e problemas na Justiça”, contou o coordenador de promotorias eleitorais, Rodrigo Bolleli. Leia mais

Vitória de Vanderlan Cardoso em Goiânia pode renovar o PMDB e o PSDB para a disputa de 2018

Se retirar Iris Rezende do páreo, enfraquecendo Ronaldo Caiado, o candidato do PSB fortalecerá o novo, Daniel Vilela. 
Se reduzir a estrutura do senador, que perderá o PMDB para o vilelismo, fortalecerá José Eliton, outra força política nova

Cada eleição tem sua história e, portanto, suas especificidades. Mesmo assim, e ainda que os laços por vezes sejam invisíveis sem a lente de aumento da análise, as eleições são conectadas, em maior ou menor proporção. O jogo político articulado em 2016 — como a criação de novas alianças políticas — tem a ver com a disputa de 2018. Os que estão no poder sabem que é preciso ampliar o exército de aliados, com a incorporação de novas forças quantitativas e qualitativas — como Vanderlan Cardoso (PSB) e, quem sabe, Humberto Machado (PMDB), prefeito de Jataí, segunda cidade mais importante do Sudoeste de Goiás —, para tentar superar o desgaste de tantos anos no governo do Estado. Novos nomes, se representam um salto de qualidade, se tornam forças oxigenadoras, ampliando a ideia de que se pode renovar dentro da ordem, quer dizer, a partir do grupo que está no poder (vinte anos em 2018, praticamente uma geração).

Os que não estão no poder tentam, a partir das eleições para prefeito, constituir novas forças para o exercício da política e para disputas futuras. A conexão entre Ronaldo Caiado, do DEM, e Iris Rezende, do PMDB, é uma tentativa de unir forças que antes se atacavam para enfrentar um adversário (ou um postulante que tenha o seu apoio), Marconi Perillo, que não perde eleições desde 1998. Trata-se de uma aliança complicada, porém racional. Sem uma união ampla não se tem como derrotar o grupo criado, unido e solidificado pelo tucano-chefe. Mas há problemas: a aliança entre Ronaldo Caiado e Iris Rezende seria considerável, ou mais considerável, se incorporasse a dupla Maguito Vilela e Daniel Vilela, que, eleitoralmente, são as forças mais respeitadas do PMDB.

Mas retomemos o fio da meada. A eleição de Goiânia deve mexer com o quadro das eleições de 2018 — e em todos os grupos políticos, tanto da situação quanto da oposição.
No caso de vitória de Iris Rezende para prefeito de Goiânia, a aliança liderada pelo PMDB (e seus aliados, como DEM) tende a ganhar nova configuração. Com um orçamento estimado em mais de 400 milhões de reais por mês, a prefeitura da capital é um Estado dentro do Estado. Não se trata de dizer que o prefeito vai usar este dinheiro para fazer campanha. Não é isto que se está sugerindo. O que se está afirmando é que o político que for eleito prefeito da cidade mais rica de Goiás terá poder, tanto político quanto financeiro, para interferir no processo de 2018.

Se Iris for eleito prefeito, o PMDB pode passar por um processo de ruptura de ampla gravidade. Porque o decano peemedebista praticamente já definiu que vai apoiar Ronaldo Caiado para o governo do Estado, em 2018, independentemente da filiação do senador do partido Democratas. Estando no DEM ou no PMDB, Ronaldo Caiado é o nome que o irismo planeja bancar. Por que Iris Rezende prefere o democrata a um peemedebista?

Por três motivos. Primeiro, Iris Rezende considera Ronaldo Caiado como um de seus mais fieis aliados. Segundo, acredita que o democrata é o único que fará uma combate cerrado contra o marconismo, na campanha e, se eleito, no governo. Terceiro, planeja derrotar uma ala do partido que, em sua visão, seria mais marconista do que peemedebista. Trata-se do maguito-vilelismo, que inclui, entre outros, Maguito Vilela, prefeito de Aparecida de Goiânia, e o presidente do PMDB, o deputado Daniel Vilela.

Como é mais visceral, e menos racional — no sentido exclusivo de falta de frieza no manejo das palavras —, a ex-deputada Iris Araújo costuma verbalizar, aos seus aliados, que Maguito Vilela e Daniel Vilela, não sendo iristas, são marconistas. É, por certo, uma visão redutora e estreita das contradições e diferenças políticas. O prefeito e o deputado não são, evidentemente, marconistas, mas também não querem ser definidos como iristas. Por quê? Porque sabem que o irismo recebeu extrema unção e não é um grupo que tem força política estadual. A força política do irismo advinha da força de Iris Rezende. A fragilidade atual de Iris Rezende está levando o irismo à inanição. Leia mais

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Candidato a vereador pelo PDT, Gideone Rosa, faz desabafo na rede

"Boa noite senhores.
Nos últimos dias estão divulgando uma nota de que várias candidaturas aqui em jataí que foram indeferidas, o que não é verdade já que cada caso é um caso. 
Com preguiça de ler ou buscar as informações detalhadas dos fatos ou processos que envolvem cada candidato, estão viralizando inverdades colocando os eleitores em dúvidas causando um enorme prejuízo eleitoral e moral dos candidatos. 

Vou aqui relatar, de forma sintética, o que vem ocorrendo em meu caso: 
Desde Novembro de 2015 sou filiado ao PDT advindo do PSB justamente para participar destas eleições fazendo passo a passo todos os trâmites legais, respeitando toda a ordem cronológica para tal finalidade. 
Já sabendo de minhas pretensões políticas, não sei porquê cargas d´água, dirigentes do partido PRP em Jataí, nos últimos momentos da janela de filiação, o que é muito estranho, me filiaram, à minha revelia, a essa sigla partidária, ou seja não fiz nenhum pedido de filiação, não me chamaram para nenhuma reunião e não fizeram nenhum tipo de comunicado e muito menos formalizaram qualquer documento para tal fato. 
Nessa altura, os dirigentes desse partido mesmo sabendo da minha condição dentro do partido PDT, continuaram nessa "marmota" de filiação em um partido que até então desconhecia e sem meu consentimento levaram a cabo esse registro absurdo.
Esses dirigentes do PRP em busca a qualquer custo de filiados satisfazendo suas vaidades e egoísmos não se importaram e não se importam com os problemas, transtornos que tudo isso causam e estão causando a mim. Com essa conduta deplorável estão me causando prejuízos eleitorais e até morais, pois estou tendo que a todo momento justificar, explicar o por quê de recursos e mais recursos para provar que não sou filiado de fato a esse partido chamado PRP. Eles, diretório desse partido, não tem nenhum documento que os autorizam ou autorizaram essa minha filiação, não existe nenhuma ficha de filiação nesse partido que prove essa minha filiação. Se existe foi forjada pois nunca, em nenhum momento assinei qualquer que seja o documento.
Portanto senhores, sou sim filiado de fato no PDT, com documento assinado por mim, ou seja a ficha de filiação que é obrigação de qualquer partido fazer para que tenha controle absoluto de seus filiados. Que fique claro, procedimento esse feito por partidos sérios. 
Caros eleitores, amigos, colegas, seguidores e simpatizantes de nosso nome, sou sim candidato a vereador pelo PDT com o número 12.333, pois já providenciamos recursos que derrubam esse absurdo, essa tramoia que criaram para que a candidatura de Gideone Rosa seja maculada. 
Minha campanha está nas ruas mais forte a cada dia onde apareço com um excelente índice de aprovação pelos eleitores, pois eles sabem que farei sim a diferença na Câmara Municipal de Jataí, que vou dar um basta nas mesmices dos dinossauros com comportamento de quem será um representante de fato do povo Jataiense." Por Gideone Rosa

Prefeitável em Jataí afirma que Perdigão irá reabrir portas em Jataí

Candidato a prefeito, o empresário e pecuarista tem negociado a reabertura da unidade há três meses. Retorno das atividades está previsto para janeiro de 2017

Por Marcelo Gouveia
Fechada há alguns meses, a unidade industrial da Perdigão de Jataí vai reabrir suas operações na cidade. A informação é do empresário e pecuarista, Victor Priori (DEM), que negocia a reabertura há pelo menos três meses. Priori, que é candidato a prefeito da cidade, esteve em São Paulo por diversas vezes tratando do assunto. Segundo ele, a reabertura será anunciada pela própria empresa ainda este mês.

Executivos do primeiro escalão da BRF, dona da marca Perdigão, devem ir a Jataí ainda nesta semana para encontro com empresários locais. Na ocasião, serão acertados detalhes da reabertura da unidade produtiva de Jataí. “O retorno da Perdigão está confirmado”, afirmou Victor Priori.

O retorno das operações, segundo o candidato, está previsto para janeiro de 2017 e a expectativa é que os volumes produzidos na unidade superem os níveis anteriores. Ao todo, mais de 2 mil empregos serão recuperados — sendo 550 diretos.

A Perdigão se instalou pela primeira vez em Jataí no ano de 2005, logo após comprar uma empresa de abate de frangos do próprio empresário e produtor rural. Ao reduzir drasticamente os volumes produzidos na unidade, por razões econômicas, a BRF resolver encerrar suas operações em Jataí no final de junho.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Governo Temer anuncia concessão de duas rodovias goianas para 2017

Presidente anunciou 25 projetos de concessões e privatizações para próximos dois anos nesta terça-feira (13) , entre eles os trechos goianos das BRs 364 e 365

Por Amanda Damasceno
O presidente Michel Temer (PMDB) anunciou, nesta terça-feira (13/9), o Projeto Crescer, parte do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) que, segundo o governo, “remodela modelo de concessões para aumentar a concorrência entre empresários e melhorar a transparência dos contratos”. Com o programa, serão realizadas concessões e privatizações de 25 projetos durante os anos de 2017 e 2018.

Os primeiros projetos a saírem do papel devem ser as concessões de quatro aeroportos (Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza) que terão edital publicado no último trimestre deste ano e leilão no primeiro trimestre do ano que vem. Os terminais de combustíveis de Santarém (PA) e do terminal de trigo do Rio de Janeiro.

Já para 2017 devem ser lançados os editais de cinco trechos rodoviários: as BRs 364 e 365, entre Goiás e Minas Gerais; as BRs-101, 116, 290 e 386, no Rio Grande do Sul; a ferrovia Norte-Sul, que passará por São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Tocantins; a chamada Ferrogrão, que integrará o Mato Grosso e o Pará e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Baia.

O Crescer inclui ativos em rodovias, ferrovias, mineração, terminais portuários, geração e distribuição de energia e saneamento. Todos os projetos, com exceção das empresas de saneamento de três Estados e a venda de ativos da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais, já constavam de programas do governo anterior, de Dilma Rousseff (PT), mas não chegaram a ser licitados.

De acordo com o governo, a proposta criará as condições necessárias para reorganizar a economia e para que o País volte a gerar emprego e renda. “Fizeram-se estudos conducentes a uma abertura extraordinária para a iniciativa privada. Vamos, cada vez mais, ressaltar que o poder público não pode fazer tudo. O poder público tem que ter a presença da iniciativa privada, sempre como agente indutor do desenvolvimento e de empregos no País”, afirmou o presidente.

Regras

As concessões serão conduzidas com “o máximo rigor técnico”. Os projetos terão que garantir as condições de logística e de energia para melhorar a vida da população e reduzir os custos para o País. Pretende-se evitar aditivos contratuais e reequilíbrios excessivos. Os investidores ainda saberão quais metas deverão atingir.

As agências reguladoras voltarão a ter papel efetivo e os editais só serão lançados depois de passar por debate público e obter o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, todos os editais serão publicados em português e inglês, para atrair investimentos estrangeiros. Ficou determinado ainda que o prazo entre o lançamento do edital e recebimento das propostas ultrapassará os 100 dias, permitindo maior concorrência.

A secretaria do PPI também informou que só irão à concessão projetos com viabilidade ambiental comprovada. Com isso, será obrigatório o licenciamento ambiental prévio ou diretrizes para obtenção dessa licença. Também foi alterada a forma de contratação dos financiamentos de longo prazo.

CCJ aprova proposta que restringe partidos pequenos e impõe maior fidelidade política a eleitos

Partidos pequenos não terão acesso ao fundo partidário e tempo gratuito de televisão e mudança de partido acarretaria na perda de mandato

Por Larissa Quixabeira
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (13/9) uma proposta de mudança na Constituição que muda regras partidárias, exigindo maior fidelidade de políticos eleitos, extinguindo coligações nas eleições proporcionais e estabelecendo cláusulas de barreira na atuação parlamentar dos partidos.

Os autores da proposta, senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Aécio Neves (PSDB-MG) defendem que é necessária a revisão das regras eleitorais e a proposta da PEC 36/2016 “corrige distorções do sistema atual”.

A PEC 36/2016 estipula que os políticos que conquistarem mandatos nas eleições de 2016 e 2018 vão perdê-los caso se desfiliem dos partidos pelos quais disputaram o pleito. Da mesma forma, os vices e suplentes escolhidos nessas eleições não terão o direito de substituir os titulares se deixarem suas legendas.

As únicas exceções dizem respeito à desfiliação em caso de mudança no programa partidário ou perseguição política. Uma terceira ressalva é feita para políticos que se elegerem por partidos que não tenham superado a cláusula de barreira criada pela PEC.

Cláusula de barreira

Outra mudança significativa proposta pela matéria é a criação de partidos com “funcionamento parlamentar”, que seriam aqueles com acesso a fundo partidário e tempo de rádio e televisão e estrutura funcional própria no Congresso.

Para ter funcionamento parlamentar, um partido precisará obter uma votação nacional mínima nas eleições gerais: pelo menos 2% dos votos válidos em 2018 e pelo menos 3% a partir de 2022. Esses votos deverão estar distribuídos em pelo menos 14 unidades da federação, com um mínimo de 2% dos votos válidos de cada uma.

Políticos que se elegerem por partidos que não tenham sido capazes de superar a barreira de votos terão asseguradas todas as garantias do mandato e podem mudar para outras legendas sem penalização. Em caso de deputados e vereadores, os que fizerem essa mudança não serão contabilizados em benefício do novo partido no cálculo de distribuição de fundo partidário e de tempo de rádio e televisão.

Extinção de coligação na proporcional

A terceira determinação da PEC é que, a partir de 2020, sejam extintas as coligações partidárias em eleições legislativas. A escolha de deputados federais e estaduais e de vereadores se dá pelo sistema proporcional, em que os partidos recebem um número de cadeiras equivalente a sua votação percentual. Atualmente, os partidos podem se juntar em coligações, de modo que as votações das legendas coligadas são somadas e consideradas como um grupo único no momento de calcular a distribuição de cadeiras.

Federação de Partidos

O senador Ricardo Ferraço, um dos autores da PEC, decidiu apresentar, ao longo da análise da proposta na CCJ, emenda recomendando a adoção do sistema de federação de partidos. A mudança foi integralmente acolhida no substitutivo de Aloysio Nunes, aprovado pela CCJ.

Ambos convergiram quanto ao argumento de que, no sistema de federação, os partidos permanecem juntos ao menos até o período de convenções para as eleições subsequentes, o que torna o cenário político mais definido e confere legitimidade aos programas partidários.

O entendimento é de que a federação de partidos supera o obstáculo contra o fim das coligações e da cláusula de desempenho, sem criar dificuldades, entretanto, para os candidatos e partidos de menor representação parlamentar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pesquisa Serpes indica diferença de votos em favor do candidato do PSDB

Victor Priori cai e Vinicius Luz sobe
A diferença entre os candidatos do DEM e do PSDB era de 21,7% e caiu para 10,7%. Se continuar nesse ritmo, Vinicius Luz vira o jogo em poucos dias

Talvez seja prematuro falar em clima de virada, mas os dados da pesquisa de intenção de voto do instituto Serpes divulgada na segunda-feira pelo jornal “O Popular” indicam um crescimento de Vinicius Luz, candidato a prefeito pelo PSDB, e uma queda relativa de Victor Priori, postulante do DEM — o que sugere um avanço do primeiro sobre o eleitorado indeciso (e, possivelmente, sobre o eleitorado dos adversários).

Na pesquisa estimulada, Victor Priori, o primeiro colocado, aparece com 34,9%. Vinicius Luiz, o segundo colocado, tem 24,2%. A questão principal é que o primeiro caiu de 37,9 para 34,9 pontos — uma queda de 3%. Está dentro da margem de erro, que é de 4,88 pontos, mas configura uma queda — sobretudo tendo em vista que seu principal adversário, Vinicius Luz, saltou de 16,2% para 24,2% — um crescimento de 8%, bem acima da margem de erro. A diferença entre o democrata caiu 21,7% para 10,7% — o que, em termos de campanha eleitoral, não é intransponível.

O terceiro colocado, José Herculano, do PROS, tem 5,7%. 15,7% disseram que vão anular o voto. 19,5% ainda não decidiram em quem votar.

Pesquisa Espontânea

Na pesquisas espontânea, Victor Piori aparece em primeiro, com 25,9%. Vinicius Luz, o segundo colocado, tem 17,5. A diferença entre eles é de 8,4%. José Herculano tem 3,7%. 14% disseram que vão anular o voto, enquanto 38,9 disseram que ainda não decidiram em quem votar.

Rejeição de Victor Priori é a maior

A rejeição de Victor Priori, outro dado preocupante para o DEM, é de 28,7%. Vinicius Luz é rejeitado por 18,5%. A diferença é de 10,2%. José Herculano é rejeitado por 25,2%.

Dados da Pesquisa

A pesquisa do Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado Ltda. foi encomendada por J. Câmara & Irmãos S.A/Jornal O Popular.

Foram ouvidos 401 eleitores. A margem de erro é de 4,88 pontos porcentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. A coleta de dados foi feita de 6 a 8 de setembro de 2016.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo nº GO-06326/2016, no dia 3 de setembro de 2016.

Breve análise/Só Humberto “salva” Priori

Victor Priori é conhecido como um dos maiores perdedores de eleições em Jataí. Por isso, ao menos nos bastidores, os adversários o chamam de “cavalo boliguaio” (mistura de boliviano com paraguaio). Trata-se de um político íntegro e de um empresário arrojado. Mas não tem empatia com o eleitorado, e isto no dizer até de peemedebistas. Consta, aliás, que um dos motivos de sua queda é que o prefeito Humberto Machado (PMDB), muito bem avaliado e de fato popular, não está apoiando sua campanha para prefeito. Os dois não têm qualquer simpatia um pelo outro. O grupo de Machado avalia que a candidatura de Victor Priori “não é natural”. Seria, isto sim, resultado de uma intervenção do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, na política local. Maguito teria imposto a candidatura de Victor Priori, do DEM, e trabalhado contra a candidatura de um postulante do PMDB. Daí o PMDB retirou seu candidato e passou a apoiar, inclusive indicando um vice, o postulante democrata.

domingo, 11 de setembro de 2016

Construção do Parque Brisas em andamento

Por Raica Evangelista
Localizado próximo ao Residencial Brisas, o novo Parque Ecológico Brisas está sendo construído com o objetivo maior de preservar a nascente do Córrego do Tatu e a vegetação local. 

Além disso, o parque será mais uma opção de lazer à população que poderá desfrutar de um ambiente familiar agradável e ainda praticar esportes, mantendo a qualidade de uma vida saudável.

As obras, num terreno de 50.000 m², estão em ritmo acelerado e tem a previsão de ser concluído até o final do ano. Leia mais

Uma boa pergunta

Qual é o segredo da Austrália, o país que está há 25 anos sem sofrer uma recessão?
O país, que segue crescendo há um quarto de século sem interrupções, está a ponto de quebrar o recorde da Holanda com o maior crescimento contínuo na era moderna.

Da BBC Mundo
É preciso voltar muito no tempo para encontrar uma fase de crise na economia australiana.
Em 1990, a seleção argentina, encabeçada por Maradona, era campeã de futebol. Os poucos telefones celulares em operação eram do tamanho de um tijolo de construção. E a União Soviética estava em seu processo final de desintegração.

Desde 1991, e por 25 anos consecutivos, a economia australiana só vem crescendo.
Os dados mais recentes, de junho, mostram que a economia está crescendo a um ritmo anual de 3,3%.
Só faltam três trimestres para que a Austrália alcance o recorde de maior crescimento econômico contínuo na época moderna - que atualmente pertence à Holanda: 26 anos.

Economia diversificada
O bom desempenho experimentado pela economia australiana tem ainda mais mérito devido ao colapso dos preços internacionais das matérias-primas - uma tendência ameaçadora para uma nação voltada para a mineração.

A explicação pode ser encontrada, parcialmente, na boa sorte, segundo a correspondente de economia asiática da BBC, Karishma Vaswani.

"As minas foram fechadas e empregos foram perdidos nesse setor. Mas não esqueçamos que a Austrália é uma economia altamente diversificada", afirmou.
"Turismo, finanças, tecnologia e educação são os componentes principais da economia da Austrália e se beneficiaram de uma moeda australiana mais fraca", segundo a correspondente.

Também ocorreram lucros no setor agrícola e a mesma indústria de mineração obteve um alívio na recente desvalorização do dólar australiano, o que fez os produtos do país ficarem mais baratos no exterior.
E os avanços tecnológicos a fizeram mais competitiva.

Alto padrão de vida
Mas, independente do desenvolvimento recente, o fato é que a Austrália está há mais de uma geração sem conhecer uma verdadeira crise econômica.
O país conta com abundantes recursos naturais e seu território tem dimensões continentais.
Conta com recursos minerais, mas também se beneficiou com correntes migratórias que levaram profissionais e empresários de todo o mundo para viver no país.

A Austrália atrai novos habitantes, em parte com a promessa de uma boa qualidade de vida em meio a praias, natureza e um clima agradável - além de cidades cosmopolitas como Sydney e Melbourne.
O desemprego está um nível baixo, de cerca de 5%.

E há muitos australianos que nunca experimentaram uma crise econômica.
Mas analistas advertem que com uma demanda externa que às vezes vacila, um elevado nível de endividamento de seus habitantes e outros fatores que diminuem o consumo, não se pode descartar uma desaceleração do crescimento.

Por isso, a Austrália não pode se descuidar nos 9 meses que faltam para alcançar a Holanda e ficar com a medalha de ouro no crescimento econômico mundial.

Cármen Lúcia estreia no comando do STF com ações trabalhistas e sociais

Benefício para trabalhadoras e fornecimento de remédios estão na pauta.
Ministra toma posse na segunda, mas já selecionou ações de quarta e quinta.

Por Renan Ramalho/Do G1, em Brasília
A ministra Cármen Lúcia estreará nesta semana na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) dando prioridade a direitos trabalhistas e sociais. Nas sessões de quarta (14) e quinta-feira (15), quando o plenário se reunirá pela primeira vez sob seu comando, foram pautadas ações que discutem, por exemplo, benefícios a trabalhadoras mulheres e a obrigação do governo em fornecer medicamentos.

No total, foram pautadas 9 ações ligadas ao direito do trabalho, para quarta, e outras 7 relacionadas à saúde, educação e família, para quinta. Segundo a assessoria do STF, foi a própria Cármen Lúcia que elaborou a pauta das sessões. Ela toma posse na presidência na presidência da Corte na segunda-feira (12).

Cabe ao presidente do STF escolher as ações a serem julgadas em acordo com o relator de cada ação (o ministro escolhido por sorteio para analisar primeiro o caso quando ele chega à Corte).

Quase sempre, nem todas as ações pautadas são julgadas no dia marcado e ficam para uma data futura. A seleção feita por Cármen Lúcia para o início de sua gestão, porém, já sinaliza os assuntos de preferência da ministra. Veja abaixo do que tratam as ações pautadas:

Ações trabalhistas 
A primeira sessão sob o comando da ministra, na quarta, será integralmente dedicada a causas trabalhistas.

A primeira ação selecionada, de autoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), busca derrubar decreto de 1996 do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que permitiu a um empregador dispensar um funcionário de forma injustificada.

O decreto extinguiu uma norma de 1982 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que havia sido incorporada à legislação brasileira pelo Congresso em 1992. Cinco dos 11 ministros da Corte já votaram e o julgamento será retomado agora com o voto de Teori Zavascki.

Uma segunda ação pautada discute se permanece válida uma regra da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, que dá às mulheres 15 minutos de descanso antes de iniciar as horas extras na jornada de trabalho.
A empresa autora da ação alega que a norma contraria a igualdade entre homens e mulheres determinada pela Constituição. O STF já havia considerado a norma constitucional no fim de 2014, mas o julgamento foi anulado e agora será refeito.

Na terceira ação pautada para quarta, o STF deve decidir se um órgão público também responde por encargos trabalhistas devidos por uma prestadora de serviço que contratou. Há ainda outras três ações com o mesmo assunto a serem analisadas.

Outra ação de quarta discute se é válida a jornada de 12 horas para bombeiros civis, seguidas por 36 horas de descanso, num total de 36 horas semanais. Há ainda outras duas ações que discutem se cabe à Justiça Comum ou à Justiça do Trabalho analisar reclamação de servidor municipal cuja prefeitura não recolheu FGTS durante seu vínculo de trabalho. 
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Eleições 2016 - Vices podem atrapalhar desempenho de candidatos em Goiânia

Escolha de Iris Rezende, por exemplo, desagrada até mesmo setores do PMDB. 
Major Araújo é conhecido por confusões na Assembleia e pela autoria do “bolsa-arma”

Por Alexandre Parrode
As chapas majoritárias dos candidatos à Prefeitura de Goiânia foram, em sua maioria, decididas de última hora, o que gerou certa falta de sintonia entre os candidatos a prefeito e seus respectivos vices. Grande parte dos prefeitáveis não está confortável com seus substitutos diretos e tentam compensar as diferenças ideológicas.

No pior dos cenários, está o peemedebista Iris Rezende. Na ânsia de compor chapa com um nome da segurança, ele escolheu o deputado estadual Major Araújo (PRP), conhecido pelas confusões que protagoniza na Assembleia Legislativa de Goiás e pela autoria do “bolsa-arma”.

A escolha desagrada até mesmo setores do PMDB e liga o sinal de alerta, já que o líder político possui a pecha de abandonar o mandato para concorrer a outros cargos e deixar o vice em seu lugar. Foi assim com Paulo Garcia (PT), hoje rompido com o antigo aliado. Dessa forma, caso seja eleito prefeito de Goiânia, não será de se estranhar que o decano abandone a prefeitura em 2018 para concorrer ao governo do Estado.

Mas não é só Iris que enfrenta problemas com o vice. A petista Adriana Accorsi escolheu um que simplesmente é contrário às lutas históricas do Partido dos Trabalhadores. Deivison Costa (PTdoB), o vice da petista, já causa prejuízos entre a militância e muitos já anunciam que não votarão na delegada porque acusam Deivison de ser homofóbico e contra as pautas sociais que a sigla defende.

Já Delegado Waldir (PR), por problemas de articulação política, acabou perdendo o vice dos sonhos, o médico Zacarias Calil (PMB). Em seu lugar, ele conseguiu outra médica, a pediatra Rose Cruvinel. A escolha, entretanto, causou transtornos à carreira do filho de Rose, o deputado Virmondes Cruvinel, que chegou a correr o risco de ser expulso do PPS por infidelidade.

Talvez, o único que tenha acertado foi Vanderlan Cardoso (PSB), que escolheu Thiago Albernaz (PSDB),  vereador de atuação marcante na Câmara de Goiânia e com boa relação com a juventude.