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Rádio Ideias - Programa Frequência de Classe nº 33

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Pérolas do Gênio


O canto da sereia

Me cobram pelo menos algumas palavras sobre o “bafafá” da operação/Miqueias em Goiás. Sinceramente sei pouco ainda. Não vi o “pedrejativo” e sensacionalista Cidade Alerta, da Record. No “entanto, entretanto e não obstante”, sei que uma mocinha, certamente cheirosa e de hálito juvenil, andou fazendo cabelo, barba e bigode nalguns goianos, digamos, descuidados.
Seria uma novilha P.O., ou uma simples tucura em meio a bovinos ou equinos goianos? Um amigo meu de dominó (Nelson Antônio da Silva) costuma dizer que “boi deitado não é vaca”. Logo, dormir com um olho só talvez seja o mais recomendado em tempo de internet. E que canto de sereia não pode ser ouvido à média luz, sob pena de risco, apesar que aventura e risco são atividades herdadas por homens que se presam desde a Pedra Lascada. Abro aspas, pois, para o que sei sobre sereia ou simplesmente a mulher-peixe mais cobiçada do folclore brasileiro:
Iara ou Uiara, também referida como “Mãe-d’água”, é uma entidade do folclore brasileiro de uma beleza fascinante. Por ser uma sereia enfeitiça os homens facilmente por ter a metade superior de seu corpo com formato de uma linda e sedutora mulher. Já a parte inferior do seu corpo em formato de peixe não é muito notada, por estar submersa em água. Assim não há quem resista a sua belíssima face e suas doces canções mágicas. Seu poder é tão forte que basta convidar os homens para irem à sua direção que eles vão, acreditando vivenciar uma experiência incrível com a encantadora mulher. Porém, as intenções de Iara são malignas e fatais, e o que ela quer na verdade é atraí-los para a morte. São raros os que sobrevivem ao encantamento da sereia e caso retornam não conseguem ter uma vida normal por ficarem loucos. Somente um pajé ou uma benzedeira é capaz de curá-los definitivamente.
Diz a lenda que antes de se tornar uma sereia, Iara era uma belíssima índia trabalhadora e corajosa. Iara se destacava entre os demais, por ser a melhor, e consequentemente despertava a inveja de alguns da tribo, especialmente a de seus irmãos homens, que não se conformavam com tal situação. Seu pai era pajé e a admirava em tudo o que fazia contribuindo ainda mais para a revolta de seus irmãos. Tomados pela inveja e pelo ciúme, os irmãos de Iara decidiram matá-la.
Certa noite, quando Iara repousava em sua cama, ouviu seus irmãos entrando em sua cabana com a intenção de matá-la. Rápida e guerreira, se defendeu e acabou os matando. Percebendo a gravidade da situação e com medo da atitude de seu pai, Iara fugiu desesperadamente pelas matas. O pai de Iara realizou uma busca implacável pela filha. Localizaram-na, e como punição pelo seu ato, foi jogada no encontro do rio Negro com Solimões. Os peixes trouxeram o corpo de Iara à superfície que sob o reflexo da lua cheia transformou-se em uma linda sereia com cabelos longos e olhos verdes.
Desde então Iara permanece nas águas atraindo os homens de maneira irresistível e os matando. Acredita-se que em cada fase da lua, Iara aparece com escamas diferentes e adora deitar-se sobre bancos de areia nos rios para brincar com os peixes. Também de acordo com a lenda, é vista penteando seus longos cabelos com um pente de ouro, mirando-se no espelho das águas.
A lenda da Iara é conhecida em várias regiões brasileiras e existem diversos relatos de pescadores que contam histórias de jovens que cederam aos encantos da tentadora sereia e morreram


afogados de paixão”.
Moral: ouvir o canto de sereia ou se deixar picar pela mosca azul, antes de ouvir pelo menos os biólogos, acho temeroso!

Gênio Eurípedes é professor, escritor, advogado e vereador pelo PMDB de Jataí
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