Rádio Ideias - Programa Frequência de Classe nº 40

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pérolas do Gênio - Vandalismo verbal

Sou gente. Logo, também exagero e tropeço nalgumas expressões gramaticais ou mesmo vernaculares. Outro dia tomei um puxão de orelha e logo de quem, Platão. O filósofo é considerado um dos principais pensadores gregos, pois influenciou profundamente a filosofia ocidental. Platão valorizava os métodos de debate e conversação como forma de alcançar o conhecimento. De acordo com Platão, os alunos deveriam descobrir as coisas superando os problemas impostos pela vida. É dele um axioma que admiro muito e que descobri recentemente, senão vejamos:
Pessoas inteligentes falam porque têm algo a dizer. Idiotas falam porque têm que dizer alguma coisa”.
É uma frase dura, mas verdadeira!
Pois é. E noutro puxão de orelha, o Néio Lúcio da nossa Língua Portuguesa. Na vida pública o ordenador de despesas sempre “paga o pato”. Um bom amigo jura de “pé junto” que meti um “vínculo” no lugar de “vinco”, na frase “No vínculo da porta”. Realmente um absurdo! “Vinculei”, no mínimo, uma tentativa de assassinato. Na Literatura, é o “ordenador da publicação”. Bem feito! Ao ordenador, então, as batatas!
No Face, por exemplo, todo cuidado é pouco com verbaria impensada. O vandalismo verbal pode dar processo! Ninguém aqui é obrigado a falar e nem a ouvir. E nenhum de nós tem a obrigação solene de seguir alguém. Afinidades são construídas ao longo do tempo. E sem tato podemos destruí-las como num passe de mágica! Usemos mais o dicionário! Ele é o pai, a mãe e até a sogra de todos nós! E sem ejaculação, digo, sem afogadilho precoce na hora de escrever! Falar com muitas pessoas ao mesmo tempo, quando na verdade mal damos conta de falar com uma, é o mesmo que ter várias namoradas e mal dar conta de duas ou três, entenderam?
E menos tentativa de “degola” de nossa amantíssima Língua Portuguesa. Ela pode até ser “inculta”, mas é “bela”, como diz o soneto bilaquiano, “A última flor do Lácio”. Eu tropeço, nós tropeçamos, mas com cuidado a gente “tropessa” menos!
O Néio Lúcio vi no velório do meu amigo Epaminondas Machado. E cadê também o letrado professor Mamão? Ambos da minha mais alta estima e consideração! Gostou de gramática serve para moer comigo!

Gênio Eurípedes
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