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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Exército de lagartas deve provocar prejuízo superior a meio bilhão de reais para Goiás

Ela é voraz, ataca desde leguminosas,
tomates (foto) e até laranjas.
A Helicoverpa armigera, um inseto que até então não existia na América Latina, já causou muitos danos às lavouras. Porém, especialistas apontam que sua incidência no Estado não é de hoje e pode, inclusive, chegar a dez anos de existência no Brasil
Marcos Nunes Carreiro/JO

Era um dia de vento em Palmeiras de Goiás, a pouco mais de 70 quilômetros de Goiânia. A extensa plantação de soja balança ao som do vento, enquanto o sol se aproxima do seu auge de temperatura. O dia estava calmo até ali. E o espetáculo verde agraciava os olhos da professora doutora em entomologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Cecilia Czepak.

A plantação costuma gostar bastante do vento. Afinal, quem não gosta de sentir os cabelos balançando naquela sensação imensa de liberdade? Bem, imagine que boa a sensação de uma planta quando sente suas folhas ao vento. Porém, há de se dizer que naquele dia existia uma preocupação a mais sobre os vegetais. E essa consternação não deixava que elas aproveitassem bem o vento a bater em suas folhas. O motivo estava sob a folhagem de algumas plantas.

Era uma jovem lagarta verde com traços não tão peculiares: sua cápsula cefálica –– a cabeça –– tingida numa cor parda clara, linhas finas brancas laterais, além da presença de pelos brancos. Protegida por uma folha do calor intenso, ela se segurava na soja em formação enquanto a devorava. A plantação estava ainda na fase de florescimento, logo, o fruto era pequeno o suficiente para que a lagarta, que tem entre 30mm e 40mm de comprimento, comesse um quarto de sua extensão em menos de dois minutos. A voracidade daquele inseto é incrível.

A lagartinha era verde. Porém, naquela mesma plantação existiam outras da mesma espécie, mas de outras cores. Algumas de um tom amarelo-claro, outras marrom avermelhado e outras até mesmo pretas. Mas, independentemente da cor, aquela lagarta era, definitivamente, o único inseto naquela plantação. Motivo: após a aplicação aérea do inseticida, apenas ela havia sobrado. A brava lagarta resistiu aos produtos e em seu estágio final, já quase pronta para se tornar uma adulta, ou seja, uma mariposa, ela devorava os pequenos frutos da soja.
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