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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Privatização de rodovias no Sudoeste Goiano

A concessão dos trechos da BR - 364/060 entre Rondonópolis (MT) e Goiânia, e da BR-364 entre Jataí e Frutal (MG), anunciada ontem pela presidente Dilma Rousseff, beneficia principalmente o escoamento da safra de grãos do Estado. O anúncio foi feito durante a assinatura do contrato de outro trecho em Goiás das BRs-060 / 153 / 262 (DF/GO/MG), entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Triunfo Participações e Investimentos (TPI). A estimativa é de que cerca de 60% dos grãos passem por essas rodovias. A projeção é de que o custo de transporte possa cair de 15% a 30%, além de atrair a implantação de novas agroindústrias. Essa última concessão forma uma espécie de teia de vias interligadas em Goiás, já que trechos das BRs 040, 050, 060 e 153 estão em etapas mais avançados de concessões. Entre as mais importantes, ficou de fora apenas a BR - 452, que liga Rio Verde a Itumbiara e desemboca em Minas Gerais. Entretanto, embora o percurso seja de pista simples, o estado de conservação é considerado bom.
BENEFÍCIOS
Segundo o analista de mercado da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás, Pedro Arantes, essa última concessão atende diretamente os municípios de Rio Verde, Jataí e Mineiros, além de beneficiar indiretamente Montividiu e Caiapônia, todos na Região Sudoeste do Estado. “Essas estradas estão sempre com filas e mais filas de caminhões”, afirma.
Ele ressalta que os benefícios vão muito além da economia gerada com os fretes, já que esse conjunto de obras promete ampliar e acelerar o processo de industrialização do Estado. “Para o processo agroindustrial, o benefício é muito maior que o do frete do produto in natura”, explica.
O primeiro trecho da rodovia BR 364-060, com extensão de 703,7 quilômetros, é mais um caminho para o escoamento da soja, principalmente para levá-la à ferrovia Norte-Sul, quando estiver em operação. O governo promete ainda para este ano o funcionamento de parte da ferrovia entre Palmas (TO) e Anápolis (GO).
Pedro Arantes explica que os produtos de maior volume e menor valor agregado vão utilizar a ferrovia como modal de escoamento, enquanto as agroindústrias utilizarão as rodovias como rota. “Ela não terá mais o frete pulverizado.”
No trecho que liga Jataí a Minas Gerais, cuja extensão é de 439,2 quilômetros, a intenção é fazer com que os produtores agrícolas tenham a possibilidade de escoar seus produtos tanto para os portos do Norte do País quanto para o do Sul e Sudeste em estradas duplicadas. Em ambos os casos, o prazo de duplicação é de cinco anos e o direito de concessão de uso, de 30 anos. A expectativa do governo é leiloar esses lotes no segundo semestre deste ano.
O economista, Jeferson de Castro informa que estudos apontam que o frete pode baratear até 30%. “Isso vai imprimir competitividade em relação a outros Estados e até Países”, explica. Ele garante que, com todo o sistema modal em vigor, Goiás vai atrair novas empresas, gerar renda e emprego, além de agregar maior valor aos produtos.
CRÍTICAS
O presidente da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste (Comigo), Antônio Chaváglia, concorda parcialmente com os benefícios. “Estrada boa dá menos manutenção, mas isso já deveria ser um benefício do governo”, explica.
Ele ressalta que a carga tributária do Brasil é uma das mais altas do mundo e, em contrapartida, os recursos não são empregados a contento. “Cada dia a sociedade paga mais impostos. Prova disso é o impostômetro.”
Fonte: O Popular
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