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sexta-feira, 28 de março de 2014

Celg-D é a pior distribuidora de energia do país, diz ranking da Aneel

Companhia goiana aparece na última posição em uma lista de 35 empresas.
Consumidor ficou 40,03 horas sem fornecimento de energia no ano passado.
A Companhia Energética de Goiás Distribuição (Celg-D) teve o pior serviço de distribuição de energia elétrica do país em 2013, de acordo com um ranking divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).  A empresa goiana ocupa a 35ª posição na lista, ficando atrás da Light Serviços de Eletricidade, do Rio de Janeiro (34ª), e da Companhia Energética do Pará (33ª).
O desempenho da Celg-D piorou na comparação com 2012, quando a companhia goiana ocupou o 34º lugar no mesmo ranking. Já em relação a 2011, a queda foi ainda maior, pois naquele ano a empresa aparecia na 28ª colocação.
Segundo a Aneel, para elaboração do ranking de 2013, foram analisados dois pontos: o número de horas que, em média, o consumidor ficou sem energia elétrica e a quantidade de vezes, também em média, em que houve interrupção do fornecimento.
Com isso, os 2.521.877 consumidores atendidos pela Celg-D ficaram 40,03 horas sem energia elétrica no ano passado. Neste caso, o limite aceitável estabelecido pela agência é de 17,29 horas. Já em relação à frequência de interrupção dos serviços, a média foi de 26,24 vezes, sendo que o limite é de 16,76.
Procurada, a Celg não quis se pronunciar sobre o assunto até a publicação desta reportagem.
Já a Aneel reforçou que a análise visa incentivar as concessionárias a buscar melhorias dos serviços prestados e que existem incentivos para que elas alcancem boas posições.
Falta de investimentos
Além da Aneel, a Celg-D também é fiscalizada pela Agência Goiana de Regulação (AGR), que, em 2012, aplicou mais de R$ 100 milhões em multas para a companhia. De acordo com o presidente da entidade, Humberto Tannús Júnior, a maior dificuldade da empresa é a falta de investimentos. “O problema é estrutural, já vem de oito anos, que é a falta de investimento em obras, equipamentos, manutenção. E isso provoca diversas falhas”, afirmou.
Leia mais/G1 Goiás
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