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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Carne bovina tem pegada de carbono pior do que se pensava

Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Novos estudos mostram que carne bovina contribui mais para emissão de gases do efeito estufa e degradação ambiental do que produção de outras proteínas de origem animal, como laticínios, aves domésticas, carne suína e ovos, juntas

Não é novidade que o consumo excessivo de carne pode ser muito prejudicial à saúde humana, aumentando a propensão a problemas como pressão e colesterol altos, excesso de peso, etc. Mas os problemas podem ir muito além da saúde humana, afetando também o meio ambiente e aumentando as emissões de gases do efeito estufa (GEEs). É o que mostram novas pesquisas publicadas recentemente nos periódicos Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e Climatic Change.

O estudo publicado no PNAS sugere que as emissões da pecuária, que são responsáveis por 14,5% da liberação total de GEEs pelas atividades humanas, estão aumentando, e que a carne bovina é responsável por mais GEEs do que a produção de outras proteínas de origem animal, como laticínios, aves domésticas, carne suína e ovos, juntas.

Embora essa descoberta não seja exatamente nova, é a proporção da pegada de carbono que assusta: a pesquisa mostra que a carne bovina exige 28 vezes mais terra para ser produzida, 11 vezes mais água e seis vezes mais fertilizante nitrogenado do que as outras quatro categorias, e resulta em cinco vezes mais emissões de GEEs.

Além disso, o estudo comparou a utilização de recursos da produção pecuária com a do cultivo de vegetais que são fonte de proteínas, como arroz, batata e trigo e concluiu que todos os tipos de carne emitem mais GEEs do que as culturas analisadas.

“A produção de batata, trigo e arroz, em média, exige de duas a seis vezes menos recursos por caloria consumida do que a carne não bovina. Entender os impactos das diferentes classes de pecuária pode dar aos consumidores e legisladores poder de mitigarem danos ambientais através da escolha da dieta e da política agropecuária”, afirma o relatório do PNAS.

Outro estudo semelhante, divulgado no periódico Climatic Change, indica que, de 1961 a 2010, as emissões de GEEs da pecuária em 237 países aumentaram 51%. 


Especificamente, os cientistas descobriram que a carne e laticínios de bovinos são responsáveis por cerca de 71% das emissões pecuárias, com 54% vindo da carne e 17%, dos laticínios. Isso é em parte devido à abundância do animal, mas também por causa dos altos níveis de metano que ele emite. As ovelhas são responsáveis por 9% das emissões, os búfalos, por 7%, os porcos, por 5%, e as cabras, 4%.
Leia mais/CarbonoBrasil
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