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Rádio Ideias - Programa Frequência de Classe nº 37

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O REINO DA PINDORAMA E O CARTEIRAÇO (OU CARTEIRADA) NA SUA HISTÓRIA.

Por Adalberto Lemos
Era uma vez uma ilha  chamada Esbórnia, A Sbørnia era um país ligado ao Continente por um istmo, separando-se após sucessivas explosões nucleares malsucedidas, sendo atualmente uma ilha à deriva, navegando livremente pelos mares do mundo. O país, cujo sistema político vigente é o anarquismo hiperbólico, vive a reciclar o lixo cultural de outras nações e possui até moeda própria: o scômbrio. Entre as músicas que fazem parte do folclore da Sbørnia estão o "Copérnico" e a "Aquarela da Sbørnia". (Honras a Nico Nicolaiewsky já falecido e Nique Gomes “descobridores” dessa “nação”.)  Por ser uma ilha móvel quase nunca se sabe onde pode estar.
Nessa ilha, onde o que mais valia e  ajudava seus cidadãos  à safar-nos de situações “incômodas” era a frase “Sabe com quem tu tá falando?”
Isso ocorria, e muito, durante o período da ditadura, lá instaurada,  onde todo mundo tinha um parente no quartel, sempre pronto à servir de escudo às nossas “pequenas malandragens”.
Nessa ilha, o que mais se via e ouvia  era uma coleção de títulos hereditários de parentescos, que passados de avôs para pais, filhos, netos e até sobrinhos e sobrinhas em diferentes graus ou escalas e que protegiam os afilhados dos mais diversos escalões e poderes que viviam promulgando leis que não conseguiam servir aos seus interesses, e ao contrário, muitas vezes impedia o exer.
Policiais, guardas civis e demais “agentes do mal" que viviam desrespeitando “as regras de respeito ao direito hereditário de imunidade parental”  eram mandados à servir em batalhões de fronteira, longe dos olhos e ouvidos da comunidade feliz.
Nos cartórios judiciais, processos que envolviam esse tipo de cidadão tinha trânsito preferencial, melhor que o reservado aos idosos ou deficientes, já que eles, dado ao laço, mesmo que remoto, consanguíneo, lhes garantia esse privilégio, afinal ele era amigo do vizinho do cachorro do coronel Whatswagher (normalmente tinha um nome difícil de se pronunciar, o que só por isso, já dava uma ideia da importância do parente-escudo.
Nas padarias, o parentesco era longamente utilizado, também, para impor direito ao pão quentinho-preferencial, com direito, inclusive, a servir-se na garrafa térmica do estabelecimento sem qualquer necessidade de outro tipo de licença especial.
No trânsito, os “parentes” tinham preferência, independentemente da placa sinalizadora ou do semáforo, fechado ou não, lhes sendo, ainda, permitido andar na contramão (do trânsito e da história), eis que, sabe como é... “eles sabem com quem estão falando”.
Houve uma época, na Sbórnia, que inclusive se colou adesivos nos veículos, indicando, com antecedência a “procedência” do condutor, evitando perder tempo com explicações desnecessárias e descabidas, o que foi, inclusive, matéria de importante canal de televisão da ilha, já que foi reconhecido o caráter educativo do adesivo aos abordadores dos veículos bem como uma medida para melhor fluxo de tráfego, já que não era nem necessário parar o veículo para se saber “com quem o guarda estaria falando”.
Felizmente isso não acontece aqui na Terra da Santa Cruz do Sul, onde respeitamos  todas as regras, normas, independente de sermos filhos, tios, pais, avôs ou até amigos do vizinho do cachorro da presidente do Tribunal de Justiça, ou do que somos no nosso dia a dia ou quem representamos.
Na Terra de Santa Cruz do Sul, nossos agentes de trânsito, fiscais, policiais e outros têm o mais amplo e irrestrito direito de multar e advertir qualquer pessoa que esteja descumprindo qualquer espécie de regra, independente do grau de parentesco ou da posição do mesmo na sociedade. Todos são, de acordo com a constituição nacional, iguais perante à lei, e todos são tratados igualmente em direitos e deveres...
.... Sei...
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