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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vereador acusado de estupro coletivo diz estar vivendo “a pior fase de sua vida”

À esquerda Jean de Castro (DEM) 
e à direita Leandro Castro 
| Foto: reprodução / Facebook
Por Thiago Araújo
Jean de Castro (DEM) rebate acusações e acredita que episódio está sendo usado politicamente. Jovem afirma que “não é por vingança” e busca justiça
O vereador Jean de Castro (DEM) acusado de praticar um estupro coletivo em uma adolescente de 17 anos no último dia 9 em Indiara, na casa de seu irmão Leandro Castro, de 32 anos, convocou a imprensa nesta terça-feira (25/11) e disse estar vivendo a “pior fase de sua vida”. Segundo ele, o caso ganhou repercussão midiática principalmente porque seus adversários políticos estão usando o episódio para “manchar negativamente sua imagem pública”.
Em contrapartida, a adolescente M.X.L. afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção Online, que o caso não tem ligações políticas e que está somente “buscando por justiça”: “o crime ocorreu sim, e claro que todos os cinco envolvidos afirmarão o contrário. Após o acontecido, fui encaminhada para um hospital de Goiânia, lá fui analisada por peritos e em breve os resultados dos exames sairão”.

M. salientou ainda que está tomando medicamentos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. “Não é por vingança, estou fazendo o que é certo”, assegura.
De acordo com as testemunhas, 12 pessoas participaram da festa, inclusive a namorada do vereador. Em entrevista, a jovem que se identificou por Thaís, de 21 anos, assegurou que ela e Jean de Castro foram embora juntos da festa. “Esse suposto estupro é uma farsa. A garota que diz ser abusada tem uma fama ruim na cidade”, remata.

Segundo P.C., de 29 anos, que também participava da festa, a adolescente M.X.L., que tem uma filha de 1 ano, manteve relações sexuais dentro da piscina com Leandro Castro. “Para mim, não existe estupro. De onde estávamos, dava para ver o envolvimento físico da menina com o Leandro. Em seguida, os dois subiram para o quarto, depois ele desceu e ficou conversando conosco”, lembra.

Leandro, por sua vez, confirma a história contada por P. C. e completa afirmando que ela se sentiu enciumada ao vê-lo conversando com outras pessoas. “O estupro coletivo foi uma armadilha. Apenas eu, que já tinha um relacionamento amoroso, tive relações com ela”, sustenta.
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