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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

MPGO aciona prefeito de Caiapônia por improbidade e requere bloqueio de bens em R$ 2,5 mi

Promotra pediu a condenação dos
envolvidos na Lei de Improbidade
Administrativa, que prevê ressarcimento
integral dos danos e perda da função
pública| Foto: Reprodução/ Facebook
Por Thiago Araújo
Segundo a promotora, Teresinha de Jesus, o prefeito Argemiro Rodrigues (PMDB) contratou empresa envolvida na Operação Curto-Circuito e que estava impedida de participar de licitações

A promotora de Justiça Teresinha de Jesus Paula Sousa propôs ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Caiapônia, Argemiro Rodrigues (PMDB), por contratar, mesmo após recomendação do Ministério Público de Goiás (MPGO), a empresa Elétrica Radiante Materiais Elétricos Ltda., que estava impedida de participar de licitações com municípios, Estados e a União. As informações são da assessoria de imprensa do MPGO.

A empresa e seu sócio-proprietário, Altivo Eduardo de Freitas, foram denunciados criminalmente após a deflagração da Operação Curto-Circuito, em abril de 2013. A Elétrica Radiante e outras quatro empresas estavam envolvidas em fraudes de licitações para compra de materiais elétricos e para prestação de serviços de iluminação pública em 43 municípios goianos. Segundo apurado nas investigações, as concorrências eram simuladas, uma vez que o objeto da licitação sempre era adjudicado em favor de uma das empresas.

Segundo o MPGO, além da ampla divulgação da operação pela imprensa, a promotora reforçou a impossibilidade de contratação da empresa por meio de uma recomendação, em que orientou o prefeito a não contratá-la, ou admiti-la como concorrente em licitações públicas. No entanto, em setembro deste ano, o município de Caiapônia realizou licitação na modalidade concorrência e contratou a Elétrica Radiante para a construção do novo hospital municipal, pelo valor de R$ 5,5 milhões.

Na ação, além da empresa, também são acionados a secretária municipal de Saúde, Iara Dalila Tavares Duarte Medeiros; o assessor jurídico do município, Milton Ferreira da Silva, e o presidente da comissão de licitação, Glaicon Selvo Peres. Segundo ponderou a promotora, o prefeito Argemiro Neto e os integrantes da prefeitura tinham conhecimento de que a empresa não era confiável, uma vez que ela está inscrita no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas.

“Há sintomas característicos de improbidade administrativa, com privilégios e acordos espúrios, ensejando restrição grave à competição estabelecida, com evidências de direcionamento, em desfavorecimento indevido aos demais licitantes”, ressaltou a promotora.
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