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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Anselmo Pereira é indiciado pela polícia por usar servidores do Estado em seu gabinete

Por Marcelo Gouveia
Armando Vergílio e o ex-presidente do Ipasgo Nelson Siqueira de Morais também são citados em inquérito e podem responder pelos crimes de peculato e improbidade. Presidente regional do Solidariedade nega envolvimento
A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Decarp) concluiu nesta segunda-feira (9/2) inquérito policial que comprovaria a participação do presidente da Câmara de Goiânia, Anselmo Pereira (PSDB), em um esquema de utilização de mão de obra pública do governo do Estado em benefício próprio.
Além do tucano, Armando Vergílio (Solidariedade) e o ex-presidente do Ipasgo Nelson Siqueira de Morais também são citados no inquérito e podem responder pelos crimes de peculato e improbidade administrativa.

Segundo o delegado que comandou as investigações, Rômulo Figueiredo de Matos, ao menos quatro servidores contratados indevidamente pelo Ipasgo foram cedidos de forma ilegal para a extinta Secretaria de Governo e de Assuntos Institucionais, então comandada por Armando Vergílio.

No entanto, o “empréstimo” de pessoal nunca teria ocorrido na prática, e os funcionários teriam sido lotados para o gabinete do vereador Anselmo Pereira. Em entrevista ao Jornal Opção Online, o delegado contou que um dos servidores prestava serviço como motorista e outra como secretária de Anselmo.

“Tudo o que foi pago a estes servidores foi concedido de forma indevida, já que não houve qualquer prestação de serviço para o Estado, o que se configura em peculato”, explicou o delegado, acrescentando que encaminhará o inquérito ao Ministério Público de Goiás (MPGO) para que seja oferecida ação civil pública em desfavor dos indiciados.
Além disso, o titular ressalta que existe indícios de que os mesmos funcionários teriam trabalhado como cabos eleitorais durante a campanha política de 2006 para um candidato a deputado estadual ligado ao vereador Anselmo. O titular, no entanto, preferiu não citar o nome do então candidato, segundo ele, devido à falta de provas quanto ao possível envolvimento.

À reportagem, Armando Vergílio negou a participação em qualquer ato ilícito e alegou que seu nome foi citado de forma injusta e indevida, “apenas por ter sido o secretário de Governo à época”. “A princípio entendo que se trata de uma ação de cunho político”, ressaltou.
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