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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Pesquisa na UFG usa borra de café como filtro para obter água potável

Julião Pereira, 31, provou que borra de café pode ser usada como filtro de água (Foto: Fernanda Borges/G1)
Estudo diz que material é filtro 3 vezes mais eficiente do que carvão ativado.
Professor do Timor Leste fez decoberta na tese de doutorado, em Goiânia.
Fernanda Borges - Do G1 GO
A tese de doutorado do professor Julião Pereira, 31 anos, natural do Timor Leste, país localizado no sudeste asiático, descobriu na borra de café uma alternativa de baixo custo para se obter água potável. De acordo com a pesquisa, desenvolvida na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, o resíduo, que normalmente é descartado após o café ser coado, passa por um processo até que seja extraída a chamada “torta de café”, que, segundo os pesquisadores, é um filtro três vezes mais eficiente do que o carvão ativado.
A pesquisa, orientada pelo professor Nelson Roberto Antoniosi Filho, coordenador do Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames), foi iniciada em 2009, assim que Julião chegou ao Brasil, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras, do Ministério da Educação. Isso foi possível graças a um termo de cooperação assinado pelo governo brasileiro com o Timor Leste para formação profissional de timorenses. A ideia é que o projeto de Julião seja implantado no país natal, que sofre com a falta de água tratada.
De acordo com o professor, após seis anos de pesquisa, Julião comprovou que a borra de café é uma solução barata para o problema de calamidade pública do seu país. “Depois de fazer inúmeros testes para verificar se o material poderia reter mais poluentes, como metais tóxicos e agrotóxicos, foi comprovado que ele é muito mais eficiente do que o carvão ativado, existente nos purificadores, que custam, em média, R$ 400. Então, criamos algo que é muito mais barato, eficiente a partir de algo que iria para o lixo”.

Nelson explica que, como o Lames já tem experiência em aproveitar resíduos que são descartados e transformá-los em produtos úteis, a borra do café, que não servia mais para nada, foi vista como uma boa alternativa para filtrar a água. “Inicialmente, secamos o resíduo no sol, já que lá no Timor Leste essa seria a melhor maneira. Tudo foi complexo, pois tivemos que adequar o processo para a realidade daquele país”. Leia mais
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