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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Greve na rede estadual de Educação já preocupa estudantes em Goiás

Iguileza Miranda reclama de falta de valorização
para os professores, em Goiás
(Foto: Fernanda Borges/G1)
Alunos temem que a paralisação prejudique aplicação dos conteúdos.
Sindicato e governo ainda não têm balanço de escolas que estão sem aulas.
Por Fernanda Borges - Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

A greve dos professores da rede estadual de Educação de Goiás, iniciada nesta quarta-feira (13), já preocupa os alunos, principalmente aqueles que estão no último ano do ensino médio. “Nós que vamos prestar vestibular temos medo da perda de conteúdo”, disse Maryanna Evangelista, que estuda no Colégio Estadual Novo Horizonte, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
Já o estudante Márcio Allen se diz apreensivo pela maneira que as aulas serão repostas. “Espero que a situação seja resolvida logo, pois depois os alunos acabam prejudicados tendo que aprender na correria”, disse.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), responsável pelo movimento grevista, afirma que o estado conta com 1.098 escolas. No entanto, até o início desta tarde, o órgão ainda não havia fechado um balanço de unidades que estão paradas. No total, Goiás conta com mais de 45 mil servidores na rede estadual.

A Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que ainda não tem o índice de adesão à greve.
No Colégio Estadual José Lobo, no Setor Rodoviário, os 1.080 alunos ficaram sem aulas nesta manhã. O mesmo ocorreu no Colégio Estadual Jardim Balneário Meia Ponte. No entanto, o G1 percorreu outros bairros de Goiânia, como os setores Cidade Jardim e Aeroviário, e todas as escolas funcionavam normalmente.
O Sintego diz que espera que o movimento ganhe força nos próximos dias e que a adesão chegue a 80% dos servidores. “Ainda estamos fazendo o trabalho nas escolas tanto da capital quanto do interior. Temos certeza que toda a população vai abraçar a nossa causa, pois ela também exige melhoria do ensino. Esse resultado reflete na formação dos cidadãos”, afirmou a presidente do Sintego, Bia de Lima.

Greve
A paralisação foi aprovada pelos professores em assembleia realizada na última sexta-feira (8). O Sintego diz que a greve foi necessária depois de várias tentativas de negociação com o governo estadual para que seja pago o piso dos professores, o salário integral dentro do mês trabalhado, a data-base dos servidores administrativos, salário dos contratos temporários equiparados de acordo com o dos efetivos e a realização de concurso público.

"Tentamos negociar com o governo, mas ele não só quer nos ouvir como está tentando nos passar a perna. Além de todos os problemas que temos que enfrentar diariamente, agora ele quer parcelar nossos salários. Só que as nossas contas não podem ser parceladas e a categoria está endividada. Isso é um desrespeito", disse Bia Lima.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que o governo "sempre valorizou os servidores e mantém o diálogo aberto". O órgão afirma também que o reajuste do piso salarial dos professores será pago no mês de agosto. Atualmente, o valor do piso é R$ 2.570,08.
De acordo com a secretaria, foram feitos "todos os esforços para negociar com os representantes da categoria".

Já os grevistas alegam que não faltam recursos para o governo pagar o reajuste dos professores e dos administrativos, como também para investimento nas políticas educacionais. “No mês de abril, só de recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação], a Educação recebeu R$ 164.230.781,37. A folha mensal não atinge R$ 170 milhões”, calcula o sindicato.
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