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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Leilão da BR-364 entre Rondonópolis-Jataí agrada

O anúncio do leilão da BR-364 entre a cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso, e a cidade de Jataí (GO), feito na semana passada pelo Governo Federal, gerou otimismo em vários segmentos da sociedade local. Através do leilão, a concessão da BR-364 nesse trecho passará para a iniciativa privada e possibilitará a sua duplicação. As obras de duplicação ajudarão a incrementar a economia de municípios nesse trecho e resultarão em redução de acidentes, prejuízos com manutenção de veículos e do tempo de viagem.

Conforme o diretor-executivo da Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes, o ideal era que o Estado desse conta de abrir novas rotas de transporte e escoamento da produção e, ao mesmo tempo, mantivesse as condições de trafegabilidade das atuais rotas. Contudo, observa que o Estado tem se mostrado incompetente nesse papel, citando o exemplo da duplicação da BR-163/364 entre Rondonópolis e Cuiabá, cujas obras estão praticamente paradas. Por outro lado, aponta que as obras de duplicação dessa rodovia no trecho da iniciativa privada estão a todo vapor, especialmente ao sul de Rondonópolis.
Miguel Mendes reforça que os prejuízos com o atual estado das principais estradas sob a responsabilidade do governo são muito grandes, considerando os altos custos de manutenção de veículos, acidentes e mortes de colaboradores. “A rodovia concessionada é um mal necessário”, se posicionou ao Jornal A TRIBUNA. “O custo do pedágio para o setor de transportes é infinitamente menor do que o da má conservação da malha rodoviária”, acrescentou.

Conforme o diretor-executivo, os benefícios em passar, por exemplo, a BR-364 entre Rondonópolis-Jataí para a iniciativa privada são enormes, considerando que atualmente a rodovia não possui 3ª faixa, acostamento e sofre com trepidação na pista e sinalização deficiente. Assim, externa que as melhorias nas condições de trafegabilidade contribuem para redução dos índices de acidentes. Inclusive, ele cita que os acidentes entre Rondonópolis e Alto Araguaia, em Mato Grosso, são os que mais causam vítimas fatais na BR-364, pois são em sua maioria colisões frontais.

A diminuição do tempo de viagem, aumento da produtividade, redução dos custos de manutenção dos veículos, redução do número de acidentes, entre outros, são esperados também para esse trecho da BR-364. Além disso, Miguel Mendes destaca a grande contribuição a ser gerada nas cidades que vão ser contempladas pelas obras de duplicação, como Rondonópolis. Ele observa a geração de emprego, geração de renda, movimentação do setor de serviços, como locação de máquinas, e arrecadação de impostos, como ISS, durante o período das obras de duplicação.

Segundo a ATC, a BR-364 entre Rondonópolis e Goiás é uma importante rota de transporte, sendo ainda muito utilizada para o escoamento da produção via porto de Santos (SP). A importância desse trecho para a logística da produção agrícola e a consequente necessidade de duplicação dessa estrada aparecem em um levantamento que acaba de ser realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O trajeto de 213 quilômetros que liga Rondonópolis e Alto Araguaia é o segundo mais congestionado de todo o Centro-Oeste, de acordo com a CNI. A capacidade diária de tráfego na rodovia é de 38,9 mil toneladas, mas em meses de pico o volume chega a bater 78,9 mil toneladas, ou seja, a rodovia tem operado com 202% de sua capacidade.

A expectativa é de que os leilões dos novos trechos anunciados na semana passada pelo governo ocorram no segundo semestre deste ano. Essas novas operações também terão prazo de 30 anos, com previsão de estarem totalmente duplicadas já nos primeiros cinco anos de contrato. Fonte: A Tribuna MT
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