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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Em Rio Verde, professora com atrofia muscular tem ajuda de alunos para lecionar

Crianças dão comida na boca dela, folheiam livros e a levam para salas. Profissional disse já ter duvidado que conseguiria trabalhar: 'Aqui é possível'.
Diagnosticada com atrofia muscular, a professora Laureane Marília de Lima Costa não possui o movimento das pernas e dos braços e mexe as mãos com dificuldade. Além disso, para se locomover, ela utiliza uma cadeira de rodas. Apesar das limitações físicas, a pedagoga continua exercendo a profissão, pois conta com a ajuda dos alunos - crianças entre 6 e 14 anos – para lecionar em um colégio de Rio Verde, no sudoeste de Goiás.

Tia Nanis, como é carinhosamente conhecida pelos 45 estudantes, começou a trabalhar na escola como voluntária. Há oito meses, ela faz parte do quadro de funcionários de uma organização não governamental (ONG) que oferece atividades para a instituição.
Os alunos ajudam a professora com gestos simples, mas que são essenciais, como colocar comida na boca dela, folhear livros ou levá-la para outras salas. Ela revela que chegou a questionar se poderia trabalhar na área de formação.

"Mesmo fazendo faculdade eu tinha muitas dúvidas se algum dia eu conseguiria trabalhar ou exercer alguma atividade mesmo, porque os desafios são muitos. Aqui na escola isso é possível", diz.
A sintonia é tão grande que os estudantes tiveram a ideia de fazer uma campanha para adquirir uma cadeira de rodas motorizada para a professora.

Adaptações

Para que Nanis pudesse participar de todas as atividades oferecidas pela escola, também foram feitas algumas adaptações na unidade. Uma rampa foi construída para que ela conseguisse ser levada até o pátio, que foi concretado para facilitar a participação dela nas atividades recreativas.

"A gente que tem que se adaptar a ela e não o contrário. Quando a gente vê as mudanças acontecendo e que ela se sente ainda mais integrada nesse grupo é maravilhoso também como aprendizado, tanto para a equipe pedagógica quanto para essas crianças", diz Caroline Acari, diretora da escola.

Para a professora, a troca de amor é uma forma de tornar a vida mais feliz. “O meu problema não era tão grande assim. Se elas eram capazes de sorrir para mim, mesmo enfrentando tantas dificuldades, eu também tinha que ser capaz de sorrir para elas", declara. (Fonte: G1) 
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