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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Agronegócio - Empresas rurais miram profissionalização para preservar os negócios

Cresce procura por modernização dos modelos de negócio no campo
Mesmo com a leve queda comercial apresentada em 2015, o agronegócio segue sendo a base de sustentação da economia nacional. No entanto, a baixa cotação das commodities no mercado internacional tem levado empresários do setor a repensar os modelos de negócio. Neste contexto, a profissionalização aparece como grande caminho para garantir perenidade.

Há anos o Brasil encara uma transformação no setor, decorrente do aumento do número de exportações e da consequente modernização dos processos. Cada vez fica mais distante a ideia de fazenda, da figura centralizadora do patriarca, fiscalizador de cada etapa da produção. “O mercado atual exige a incorporação de conceitos modernos de gestão que permitam a migração das propriedades para a condição de empresas rurais”, avalia o especialista em gestão e sucessão familiar da Safras & Cifras, Ciloter Borges Iribarrem.

O empresário Fábio Caixeta, de 43 anos, encarou este movimento de transição recentemente. As propriedades herdadas do pai, no município de Machado – a “capital mundial do café orgânico” – foram oficializadas como pessoa jurídica. Quando a mãe se afastou dos negócios, Caixeta assumiu, junto com os dois irmãos, o gerenciamento de 220 hectares de café, 1.050 ha de soja, 350 ha de milho e 700 ha de aveia.  Quase toda a produção é destinada ao mercado externo.

Com a experiência desgastante do processo de inventário, a família optou por contratar profissionais habilitados para cuidar dos trâmites burocráticos da transição. “Se você não tem determinado conhecimento, você tem de buscá-lo. Como eu e meus irmãos estamos muito envolvidos com as operações, nós decidimos contratar uma equipe especializada, o que preservou a unidade familiar e gerou uma economia tributária significativa”, explica.

Para o empresário, a profissionalização é questão de sobrevivência dos negócios. “Hoje em dia a propriedade rural produtiva tem de ser tratada como empresa. Procuramos a redução de custos, o gerenciamento de tributos de uma forma mais racional e com maior segurança jurídica”, afirma. Ele explica que todo o processo foi conduzido dentro de um plano estratégico de preservação do negócio em que toda a família fosse beneficiada. “Nossos negócios estão pré-determinados até a terceira geração”, garante.

Crescimento com estratégia

De acordo com o Ministério da Agricultura, o valor bruto da produção agropecuária (VPB) brasileira de 2015 chegou a R$ 487,9 bilhões, o mais alto de uma série histórica iniciada em 1989. Esse fortalecimento do setor, segundo Cilotér Iribarrem, passa por investimentos em capital humano, tecnologia e inovação, mas também pela apropriação dos empresários rurais de novos conceitos de gestão e de estratégias que garantam a continuidade dos negócios.

 “Assim como há tecnologia em máquinas, os produtores também têm à disposição técnicas para organizar uma boa sociedade. Para tudo existe um regramento. A decisão passa a ser da regra, e não só do gestor. Quando uma empresa quer crescer, como no caso do Fábio, é fundamental estabelecer um conjunto de regras para prevenção e solução de conflitos conduzindo para uma nova perspectiva de êxito, estabilidade e longevidade da empresa”, conclui Iribarrem.
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