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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Juquinha das Neves recebeu propina mesmo afastado da Valec, diz MPF

Procurador afirma que havia 'movimentação' para fazê-lo retornar ao cargo.
Apuração começou após Camargo Corrêa assinar acordo de leniência.

Do G1 GO
O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) apontou que o ex-presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias (empresa estatal ferroviária ligada ao Ministério dos Transportes) José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha das Neves, recebeu propina mesmo após ser afastado do cargo, em 2011. Ele deixou a companhia após denúncias de irregularidades nas obras da Ferrovia Norte-Sul.

A constatação foi apresentada nesta sexta-feira (26), após a deflagração da Operação "O Recebedor", que apura indícios de pagamento de propina, formação de cartel e superfaturamento em obras de ferrovias. O caso começou a ser investigado após acordo de leniência firmado pela construtora Camargo Corrêa. O rombo entre os 2006 e 2011, período em que Juquinha comandou a Valec, foi, somente em Goiás, de cerca de R$ 630 milhões.

Segundo o procurador da República, Hélio Telho, a empreiteira que delatou o esquema revelou que, mesmo longe da direção da estatal, Juquinha seguia recebendo propina. Havia, conforme o relato, "negociações" para que ele pudesse voltar e manter o acordo.

"Havia uma movimentação junto ao governo federal na tentativa de reintegrá-lo ao cargo. Ele tinha um operador, um assessor que continuou na presidência da Valec. Diante desse quadro, a Camargo Corrêa disse que continuou pagando a propina mesmo depois do afastamento dele", destaca.

A operação da PF é um desdobramento da Operação Lava Jato. Segundo a Polícia Federal, que coordenou as ações, foram cumpridos sete mandados de condução coercitiva e 44 de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal.    Leia mais
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