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segunda-feira, 21 de março de 2016

Apple recusa desbloquear iPhone de terrorista e alerta para implicações "arrepiantes"

A batalha que opõe a Apple à polícia federal e às agências de serviços secretos norte-americanas conheceu nas últimas horas um desenvolvimento que poderá ser decisivo para o futuro do debate sobre segurança e privacidade. Dois meses e meio depois do ataque terrorista em San Bernardino, na Califórnia, um tribunal ordenou a empresa a criar um programa para que o FBI possa desbloquear o iPhone usado por um dos atacantes. Alegando que as implicações dessa ordem são "arrepiantes", o patrão da Apple, Tim Cook, prometeu lutar contra as autoridades até ao fim.

Em causa está o acesso a dados gravados no telemóvel de Syed Rizwan Farook, o norte-americano que matou 14 pessoas no condado de San Bernardino, em Dezembro do ano passado, num ataque cometido com a sua mulher, Tashfeen Malik, uma paquistanesa que passou a maior parte da vida na Arábia Saudita. Os atacantes tinham jurado fidelidade ao Estado Islâmico (EI), mas não há indícios de que a operação tenha sido montada com ajuda externa – à semelhança de outros ataques, principalmente na Europa, terá sido planeado e organizado pelos próprios executantes, sob a influência da ideologia extremista do EI.

Ambos foram mortos pela polícia no dia do ataque, e as autoridades encontraram vários aparelhos electrónicos perto da cena do crime, em casa do casal e no carro que os dois usaram para se deslocar durante o ataque – pens digitais, discos rígidos que acabaram por ser recuperados e pelo menos dois telemóveis destruídos que foram deitados a um caixote do lixo. Mas a polícia encontrou também um telemóvel intacto no carro dos atacantes – um modelo iPhone 5C, da Apple, que ninguém no FBI conseguiu abrir até agora.

Um telemóvel blindado

Os responsáveis pela investigação dizem que precisam de ler as mensagens e ver as fotografias que estão guardadas nesse telemóvel, mas não conseguem porque o seu utilizador definiu um código de bloqueio, que pode ser constituído por quatro ou seis números, ou por uma quantidade muito superior de uma combinação entre números e letras.

As autoridades já sabem de que tipo é esse código (porque os espaços para o seu preenchimento aparecem no ecrã), mas não têm maneira de descobrir que números e/ou letras são os correctos, e nem querem arriscar – devido a uma opção que pode ter sido activada pelo utilizador, tudo o que estiver gravado no telemóvel será apagado se alguém errar dez tentativas.

É aqui que entra a Apple, como fabricante do telemóvel em causa. Segundo a polícia federal e a juíza Sheri Pym, do Tribunal Distrital para o Distrito Central da Califórnia, a empresa tem de ajudar ainda mais as autoridades neste caso – cumprindo as suas obrigações legais e ordens judiciais, a Apple já entregou à polícia tudo o que o atacante tinha guardado no iCloud, um serviço onde é possível gravar fotografias, contactos e outro tipo de documentos fora do telemóvel, na chamada "nuvem".

Os documentos gravados no serviço iCloud podem ser facilmente obtidos pela Apple, mas a informação guardada no telemóvel é outra história, principalmente nos modelos mais recentes (os que têm o botão de reconhecimento através de impressão digital). Nestes casos, a operação que permite o acesso ao aparelho é muito complicada – depende da combinação entre o código de bloqueio e uma chave que está embutida no interior do próprio aparelho, numa espécie de pequeno computador à parte daquele que faz o telemóvel funcionar, e a que a Apple garante não ter acesso.

Não é esse o caso do iPhone que o FBI quer desbloquear, porque o modelo em causa não tem esse sistema embutido no próprio aparelho. Mas para as autoridades o problema é o mesmo – apesar de a operação para aceder ao telemóvel em questão ser feita através de ligações no sistema operativo (software), e não no aparelho (hardware), só a Apple pode abrir a porta ao FBI porque qualquer novo software instalado tem de ser reconhecido pelos servidores da empresa.

Na prática, o que o tribunal da Califórnia exige é que a Apple crie uma versão do seu sistema operativo que só possa ser injectada no telemóvel de Syed Rizwan Farook, e que permita fazer três coisas: desactivar a função que permite apagar todo o conteúdo após dez tentativas; ligar esse telemóvel a um computador rápido que envie milhares e milhares de combinações possíveis até acertar; e que essas combinações possam ser enviadas sem qualquer intervalo de tempo entre elas, como acontece na versão normal do sistema operativo – entre a 1.ª e a 2.ª tentativa há um segundo de intervalo, mas essa espera vai aumentando até que da 9.ª para a 10.ª já é preciso esperar uma hora.

Fonte: Público - Portugal
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