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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Câmara abre processos contra Jean Wyllys, Wladimir Costa e Laerte Bessa

Na sessão desta quarta, foram sorteados os nomes de possíveis relatores dos processos; 
Representação contra Bolsonaro também ganhará novo relator

Por Amanda Damasceno
Nesta quarta-feira (10/8), o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara instaurou processos disciplinares contra os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Wladimir Costa (SD-PA) e Laerte Bessa (PR-DF). O presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA) sorteou os nomes dos deputados que poderão ser relatores de cada uma das representações. É de Araújo a responsabilidade de designar um dos nomes para a relatoria.

A representação contra o deputado Jean Wyllis foi apresentada pelo PSC. O partido considera incompatível com o decoro parlamentar o texto que o deputado divulgou no dia 12 de junho em sua página do Facebook. Foram sorteados, como possíveis relatores do processo, os deputados Capitão Augusto (PR-SP), Silas Câmara (PRB-AM) e Júlio Delgado (PSB-MG).

No texto divulgado em seu perfil, o parlamentar do PSOL associou os nomes dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP) ao atentado em uma boate gay em Orlando (EUA), que deixou 50 mortos.

Para analisar a representação contra o deputado Wladimir Costa (SD-PA), protocolada pelo PT, foram sorteados os deputados Subtenente Gonzaga (PDT-MG), Betinho Gomes (PSDB-PE) e Nelson Marchezan (PSDB-RS).

No documento, o PT argumentou que Costa quebrou o decoro parlamentar ao ofender a legenda e seus filiados durante reunião de votação do processo contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética. Na representação, o partido cita declarações de Costa, entre elas que “o PT é um partido indecente. É um partido da vergonha. Acredito que 99,99% dos petistas são bandidos da pior periculosidade”.

Já para a representação contra o deputado Laerte Bessa (PR-DF), foram sorteados os deputados Sérgio Moraes (PTB-RS), Professor Victório Galli (PSC-MT) e Mauro Lopes (PMDB-MG). Um dos três sorteados será escolhido pelo presidente do colegiado para a relatoria.

Também protocolada pelo PT, a representação afirma que Bessa feriu o decoro com ofensas ao partido e à presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), ao ex-presidente Lula (PT) e filiados da legenda quando, em discursou na Câmara, chamou a todos de “ladrões”.

Ainda na reunião desta quarta-feira, o presidente do conselho sorteou três novos deputados para escolher um deles para a relatoria da representação contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Isso porque o relator que já havia sido designado para o caso, o deputado Wellington Roberto (PR-PB), declinou da função. Foram sorteados os deputados Silas Câmara (PRB-AM), Odorico Monteiro (PROS-CE) e João Carlos Bacelar (PR-BA).

Bolsonaro é acusado pelo PV de fazer apologia à tortura ao declarar, na sessão de votação do processo de impeachment de Dilma na Câmara, que dava seu voto “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”.

Ustra comandou o DOI-Codi  (Destacamento de Operações Internas) de São Paulo entre 1970 e 1974, durante a ditadura militar. O coronel, que morreu em outubro do ano passado, é acusado do desaparecimento e morte de pelo menos 60 pessoas. Durante sua gestão, cerca de 500 pessoas também teriam sido torturadas nas instalações. (Com informações da Agência Brasil)
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