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Rádio Ideias - Programa Frequência de Classe nº 26

Parabéns Jataí


domingo, 25 de setembro de 2016

Vitória de Vanderlan Cardoso em Goiânia pode renovar o PMDB e o PSDB para a disputa de 2018

Se retirar Iris Rezende do páreo, enfraquecendo Ronaldo Caiado, o candidato do PSB fortalecerá o novo, Daniel Vilela. 
Se reduzir a estrutura do senador, que perderá o PMDB para o vilelismo, fortalecerá José Eliton, outra força política nova

Cada eleição tem sua história e, portanto, suas especificidades. Mesmo assim, e ainda que os laços por vezes sejam invisíveis sem a lente de aumento da análise, as eleições são conectadas, em maior ou menor proporção. O jogo político articulado em 2016 — como a criação de novas alianças políticas — tem a ver com a disputa de 2018. Os que estão no poder sabem que é preciso ampliar o exército de aliados, com a incorporação de novas forças quantitativas e qualitativas — como Vanderlan Cardoso (PSB) e, quem sabe, Humberto Machado (PMDB), prefeito de Jataí, segunda cidade mais importante do Sudoeste de Goiás —, para tentar superar o desgaste de tantos anos no governo do Estado. Novos nomes, se representam um salto de qualidade, se tornam forças oxigenadoras, ampliando a ideia de que se pode renovar dentro da ordem, quer dizer, a partir do grupo que está no poder (vinte anos em 2018, praticamente uma geração).

Os que não estão no poder tentam, a partir das eleições para prefeito, constituir novas forças para o exercício da política e para disputas futuras. A conexão entre Ronaldo Caiado, do DEM, e Iris Rezende, do PMDB, é uma tentativa de unir forças que antes se atacavam para enfrentar um adversário (ou um postulante que tenha o seu apoio), Marconi Perillo, que não perde eleições desde 1998. Trata-se de uma aliança complicada, porém racional. Sem uma união ampla não se tem como derrotar o grupo criado, unido e solidificado pelo tucano-chefe. Mas há problemas: a aliança entre Ronaldo Caiado e Iris Rezende seria considerável, ou mais considerável, se incorporasse a dupla Maguito Vilela e Daniel Vilela, que, eleitoralmente, são as forças mais respeitadas do PMDB.

Mas retomemos o fio da meada. A eleição de Goiânia deve mexer com o quadro das eleições de 2018 — e em todos os grupos políticos, tanto da situação quanto da oposição.
No caso de vitória de Iris Rezende para prefeito de Goiânia, a aliança liderada pelo PMDB (e seus aliados, como DEM) tende a ganhar nova configuração. Com um orçamento estimado em mais de 400 milhões de reais por mês, a prefeitura da capital é um Estado dentro do Estado. Não se trata de dizer que o prefeito vai usar este dinheiro para fazer campanha. Não é isto que se está sugerindo. O que se está afirmando é que o político que for eleito prefeito da cidade mais rica de Goiás terá poder, tanto político quanto financeiro, para interferir no processo de 2018.

Se Iris for eleito prefeito, o PMDB pode passar por um processo de ruptura de ampla gravidade. Porque o decano peemedebista praticamente já definiu que vai apoiar Ronaldo Caiado para o governo do Estado, em 2018, independentemente da filiação do senador do partido Democratas. Estando no DEM ou no PMDB, Ronaldo Caiado é o nome que o irismo planeja bancar. Por que Iris Rezende prefere o democrata a um peemedebista?

Por três motivos. Primeiro, Iris Rezende considera Ronaldo Caiado como um de seus mais fieis aliados. Segundo, acredita que o democrata é o único que fará uma combate cerrado contra o marconismo, na campanha e, se eleito, no governo. Terceiro, planeja derrotar uma ala do partido que, em sua visão, seria mais marconista do que peemedebista. Trata-se do maguito-vilelismo, que inclui, entre outros, Maguito Vilela, prefeito de Aparecida de Goiânia, e o presidente do PMDB, o deputado Daniel Vilela.

Como é mais visceral, e menos racional — no sentido exclusivo de falta de frieza no manejo das palavras —, a ex-deputada Iris Araújo costuma verbalizar, aos seus aliados, que Maguito Vilela e Daniel Vilela, não sendo iristas, são marconistas. É, por certo, uma visão redutora e estreita das contradições e diferenças políticas. O prefeito e o deputado não são, evidentemente, marconistas, mas também não querem ser definidos como iristas. Por quê? Porque sabem que o irismo recebeu extrema unção e não é um grupo que tem força política estadual. A força política do irismo advinha da força de Iris Rezende. A fragilidade atual de Iris Rezende está levando o irismo à inanição. Leia mais
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