Rádio Ideias - Programa Frequência de Classe nº 24

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

OAB Goiás em situação difícil devido a rombo financeiro

Gestão Lúcio Flávio já pagou mais de R$ 7,4 milhões em dívidas deixadas por Enil

Por Alexandre Parrode
Atual presidente lançou novo portal da transparência, que detalha gastos que não foram pagos pela gestão passada: de viagens até conta de luz

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Lúcio Flávio de Paiva, lançou, na última segunda-feira (31/10), as novas versões dos sites institucionais e do novo Portal da Transparência da seccional, o OAB Transparente.

Entre as inovações, está a possibilidade de acompanhar em tempo real informações contábeis, fiscais, financeiras e patrimoniais da entidade, bem como dados estratificados de cada integrante da diretoria.

Além dos elementos sobre a atual gestão, a ferramenta disponibilizou ainda as controversas dívidas deixadas pela gestão anterior que foram pagas em 2016. Ao todo, foram mais de R$ 7,4 milhões.

De forma detalhada, contas não pagas pelo ex-presidente Enil Henrique Filho foram elencadas no site. Desde recolhimento de INSS a lanches e refeições; o CNPJ das empresas também foram colocados no ar.

Os maiores passivos quitados apresentados dizem respeito a empréstimos e obras. Só ao Santander foram pagos mais de R$ 2,1 milhões, enquanto R$ 1,1 milhão foi destinado a empresas e prestadores de serviço na área de construção.

Alguns gastos chamam a atenção, como os mais de R$ 158 mil a anúncios e publicidades em jornais e revistas; R$ 58 mil com viagens; R$ 51 mil com festas e eventos (provavelmente o prejuízo do Baile do Rubi de 2015); R$ 49 mil com internet; e até multa de trânsito no valor de R$ 81.

Em entrevista ao Jornal Opção, Lúcio Flávio de Paiva afirmou que do passivo com fornecedores de R$ 18 milhões — comprovado por duas auditorias, uma do Conselho Federal e outra independente –, sua gestão já pagou metade e o planejamento é quitar tudo até 2017.

“Nós estamos construindo o novo Orçamento da Ordem que, primeiro, não vai ser deficitário, como foi nas gestões anteriores. O descontrole fazia com que, ao fim e ao cabo, se gastasse mais que se arrecadava. 2015 é um exemplo. Nosso objetivo é fazer superávit, para que tenhamos condição de pagar dívidas e manter serviços”, explicou.

Contudo, ele explicou que a dívida dentro do sistema OAB — de R$ 8 milhões com o Conselho Federal — ainda não foi objeto de negociação. “Precisaremos lutar para converter isso em auxílio financeiro. Agora, deixo claro que não agirei na ilegalidade. Os 10% serão pagos na integralidade da anuidade”, arrematou.

Outro lado 

Um advogado ligado ao ex-presidente Enil Henrique Filho reconheceu ao Jornal Opção que realmente ficaram pagamentos em aberto da gestão passada, mas os valores são questionados.

A tese da gestão Enil é que a alta inadimplência do ano passado — que teria chegado a acumular R$ 8,5 milhões — impediu que compromissos fossem honrados. Contudo, sugerem que as dívidas que estão sendo pagas por Lúcio Flávio são com recursos da gestão Enil. “Se os advogados que estão renegociando tivessem pagado em 2015, não havia um déficit tão grande. Estão pagando as contas do Enil, mas com receitas do Enil”, disse a fonte

Veja abaixo todos os pagamentos de “despesas de custeio, investimento e empréstimos bancários adquiridos pela gestão anterior e pagos em 2016”. Clicando aqui, é possível ver o detalhamento completo do site da Transparência da OAB.                                 Leia mais
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