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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Adolescente é morto pela própria mãe e família denuncia homofobia

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Mãe e padrasto confessaram o crime mas alegam legítima defesa. Caso ocorreu em Cravinhos, interior de São Paulo 

Por Larissa Quixabeira/Opção
O corpo carbonizado de Itaberli Lozano, de 17 anos, foi encontrado em um canavial na cidade de Cravinhos, interior de São Paulo. Os principais suspeitos do crime são a mãe e o padrasto do garoto, Tatiana Lozando Pereira, 32 anos, Alex Canteli Pereira, 30 anos, que confessaram a autoria do assassinato e ocultação de cadáver e estão presos desde a última quarta-feira (11/1).

O tio paterno de Itaberli afirma que a mãe cometeu o crime porque não aceitava a homossexualidade do rapaz. “A mãe dele não aceitava e a gente já desconfiava, porque ela não quis prestar queixa. Acho que a mãe tem que cuidar do filho e não fazer o que ela fez. Ele era um rapaz que trabalhava, era educado, era um menino, mas estava na fase de trabalhador”, disse Dario Rosa à reportagem publicada pelo G1.

Segundo o familiar, as brigas eram constantes, o que levou Itaberli a se mudar para casa da avó paterna e tio em 27 de dezembro de 2016, mas voltou para a casa dos pais dois dias depois após uma ligação da mãe, e não foi visto desde então.

O boletim de ocorrência do desaparecimento foi registrado apenas no dia 9 de janeiro, registrado pela avó. Os restos mortais foram encontrados dois dias antes.

Outro lado
A mãe de Itaberli Lozano admitiu em depoimento que matou o filho a facadas durante uma discussão. Com a ajuda do padrasto, o corpo foi enrolado em um edredon da casa e levado a um canavial, onde foi incendiado.

A defesa alega que a mãe cometeu o ato em legítima defesa e em defesa do outro filho menor, de 3 anos. Os dois teriam sido ameaçados de morte pelo adolescente, que nos últimos meses teria passado a usar drogas e vinha apresentando comportamento agressivo, segundo a mãe.

A família nega que o rapaz fosse agressivo ou usasse drogas e autoridades também encontraram pontos controversos nos depoimentos da mãe e do padrasto, como o argumento de que o Alex não teria ouvido ou presenciado a briga e posterior assassinato porque a residência da família é pequena.

Tatiana e Alex foram indiciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. O titular da delegacia pediu a prisão temporária do casal por 30 dias mas defesa já entrou com pedido de habeas corpus.
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