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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Empresa do ramo de proteína animal causa revolta em moradores devido o fedor exalado em toda zona leste da cidade

Frigorífico dentro da cidade prejudica milhares de moradores com forte mau cheiro

Por Anderson Alcântara/GoiásTotal
Estou grávida e sinto constantes dores de cabeça por causa do forte mau cheiro exalado pelo frigorífico. Hoje não foi diferente, até vômito eu já fiz. Tive que ir para casa da minha sogra, mas assim que cheguei em casa, tive novamente ânsia e forte dor de cabeça. Peço encarecidamente que façam alguma coisa para resolver essa situação”. 
O depoimento é de Rafaela Izidório, moradora do bairro Dom Abel, em Jataí, na região sudeste do Estado.

À voz dela se somam a de milhares de moradores da região leste da cidade, afetados pelo forte odor exalado das lagoas de decantação do Frigorífico Foods Brasil S/A, que foi reaberto em 24 de abril na cidade. De acordo com moradores da cidade é a quarta vez que o mesmo grupo se instala em Jataí, sempre com razão social e nome fantasia diferentes.

Um grupo de moradores, insatisfeitos com a desconfortável situação, resolveu fazer um abaixo-assinado, pedindo providências ao Ministério Público, à secretaria de Meio Ambiente, à prefeitura e à Câmara.

Os moradores narram que após o início do abate, o mau cheiro passou a reduzir drasticamente a qualidade de vida da população nas regiões próximas, inviabilizando o lazer, dificultando o sono e, principalmente até a alimentação das pessoas.

De acordo com os moradores dos bairros próximos, tornou-se comum o relato de vômitos, ardência nos olhos, coriza, dores de cabeça e falta de ar, causados pelo forte odor. “Já não temos direito de manter portas e janelas abertas, especialmente na hora do café da manhã e do jantar, quando o mau cheiro é intensificado e nosso direito ao lazer foi comprometido”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

O frigorifico, de acordo com a petição pública, está instalado no setor Jardim da Liberdade, em uma Área de Proteção Permanente (APP) e às margens de um manancial que corta a cidade.

 Ação da comunidade

A primeira iniciativa, de acordo com Ronaldo Ribeiro, um dos líderes do protesto contra o frigorífico, foi procurar a Câmara Municipal. A liberação de um frigorífico dentro da cidade deveria ter passado por votação no Poder Legislativo, fato que não aconteceu.

A partir da reclamação foi criada uma comissão provisória composta por vereadores e representantes da comunidade. No dia 15 de maio houve uma visita in loco ao frigorífico. A informação oficial da empresa é que estariam contratando um profissional na área de tratamento de resíduos e que o mau cheiro seria resolvido em breve.

Uma das soluções apontadas para sanar o problema é a construção de um biodigestor para processar os dejetos que hoje são jogados nas lagoas de tratamento, o que ocasiona o mau cheiro.

Resultados

As redes sociais pipocaram de reclamações sobre a fétida situação. A gritaria geral culminou com a interdição da linha de produção do frigorífico realizada pela secretaria de Meio Ambiente. O embargo foi feito com base na violação ao artigo 62, II, do decreto federal 6.514/2008, que trata de infração ambiental. No dia 4 de junho o Foods Brasil S/A conseguiu uma liminar contra a interdição.

O impasse continua e os maiores prejudicados são os moradores dos bairros Jardim da Liberdade, Setor Campo Neutro, Vila Palmeiras, Dom Abel, Nova Esperança e Centro, que não têm como fugir da carniça que se instalou no cotidiano deles e não tem data para ir embora.
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