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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Padre é condenado a 15 anos de prisão por abusar de adolescente em Caldas Novas

O padre Fabiano Santos Gonzaga foi condenado a 15 anos de prisão pela juíza Vaneska Baruki, em Caldas Novas, no sul goiano. 

O homem havia sido denunciado por abusar de um adolescente, que sofre de deficiência mental, em um clube da cidade em junho de 2016. 

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) confirmou que a sentença foi dada no último dia 23 de maio e deve ser cumprida em regime fechado. No entanto, outros detalhes não foram revelados, pois o caso corre em segredo de Justiça. 

A advogada do padre, Lorena Paixão Nascimento, informou por telefone, que, apesar de não ter tido acesso à decisão, vai recorrer da sentença. Já a delegada responsável pela investigação do caso, Sabrina Leles, relatou que o padre foi condenado pelo crime de estupro de vulnerável. "Como a vítima sofre de deficiência mental, ele não teve como se defender, por isso há essa agravante. 

Ele foi condenado com a pena máxima para o crime, que é de 15 anos de prisão". O pároco já havia sido afastado por tempo indeterminado do exercício pela Arquidiocese de Uberaba, que responde pelo município de Frutal (MG), onde atuava. A decisão foi tomada pelo órgão ainda em junho de 2016, dias após o crime. A reportagem entrou em contato com a Arquidiocese de Uberaba, nesta tarde, por e-mail para saber novo posicionamento após a condenação e aguarda retorno. 

Abuso O padre foi preso em Caldas Novas no dia 4 de junho do ano passado suspeito de cometer o abuso. Na época, a Polícia Civil informou que a vítima havia contado sobre o crime para a mãe, que acionou a corporação. Também na data do ocorrido a mãe apresentou documentos comprovando que o filho sofria de distúrbios mentais e epilepsia. 

Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou pornografia no celular do padre. A delegada Sabrina Leles, que apurou o caso, havia dito que, apesar do pároco negar o abuso, uma análise psicológica realizada na vítima levanta indícios sobre o crime. “O garoto, que tem deficiência mental, foi ouvido por um psicólogo, que me disse que não há dúvidas de que ele foi vítima de um estupro. Apesar de não ter lesões físicas, ele está muito abalado com tudo o que aconteceu”, disse na época da investigação. 

Já no dia 11 de junho do ano passado a Polícia Civil indiciou o padre por estupro de vulnerável. Após o indiciamento, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) ofereceu a denúncia contra o padre, que foi aceita pela Justiça.
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