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segunda-feira, 10 de julho de 2017

A banda podre da política

“Parte hipócrita” do PSDB é que conspira contra Temer e não Maia, diz deputado

Por Alexandre Parrode/Opção
Thiago Peixoto critica ala do tucanato que defende Aécio Neves, mas pede saída do presidente da República 

Após especulações de que Rodrigo Maia (DEM-RJ) estaria entusiasmado e articulando nos bastidores a queda de Michel Temer (PMDB), o deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO) saiu em defesa do presidente da Câmara.

“Não é um movimento de Maia, garanto. É, na verdade, de parte do PSDB que busca uma saída para a hipocrisia em que vive. É a ala do presidente [interino] do partido, [senador] Tasso Jereissati, que criou essa teoria da conspiração”, rebateu.

Segundo o goiano, o mesmo PSDB que ameaça deixar o governo e pede a saída de Temer, não titubeia ao defender o presidente do diretório nacional, senador Aécio Neves (MG). “Se for comparar a situação dos dois [Michel Temer e Aécio Neves], ambos foram delatados pelos executivos da JBS, mas o caso de Aécio é bem mais grave. Então, são dois pesos e duas medidas. Se não é hipocrisia, é corporativismo”, completou.

No mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o tucano ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção e obstrução da Justiça. Na denúncia, a PGR acusa Aécio Neves de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS.

A irmã do parlamentar, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), também foram denunciados. Todos foram citados na delação premiada da JBS. A denúncia também está baseada em gravações feitas pela Polícia Federal, durante uma ação controlada.

Thiago Peixoto faz questão de ressaltar que o movimento que ele chama de “hipócrita” não é unanimidade no PSDB. Ele cita, por exemplo, os governadores do partido (Marconi Perillo, de Goiás; Geraldo Alckmin, de São Paulo; Beto Richa, do Paraná; Pedro Taques, do Mato Grosso; Reinaldo Azambuja, de Mato Grosso do Sul; e Simão Jatene, do Pará) e o prefeito de São Paulo, João Doria, que têm defendido a permanência no governo Temer.

No entanto, lembra que, na própria Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), que vai julgar a admissibilidade da denúncia da PGR contra Temer, dos sete votos do PSDB, seis são favoráveis ao processo. “É um movimento legítimo, apesar de hipócrita, pois quem são eles para acusar Temer quando defendem Aécio?”, questionou.

O PMDB do PMDB

Questionado pelo repórter se o PSDB não estaria agindo como o PMDB agiu com o PT, da ex-presidente Dilma Rousseff, o deputado goiano concordou. “Ocupam um monte de espaço no governo, tem vários ministérios e ficam nessa história de querer sair. Mas eu repito: é um movimento de parte do partido. Uma parte forte”, opinou.

Segundo a Constituição, em caso da acusação por crime comum, como corrupção passiva, o julgamento do presidente da República cabe ao STF, mas o processo só pode ser aberto se houver autorização do plenário da Câmara – é necessário o apoio de pelo menos dois terços dos parlamentares (342 votos).

Se a autorização for aprovada pelo plenário, Temer será afastado do cargo por 180 dias, período em que Rodrigo Maia teria de ocupar interinamente a Presidência da República.

“Pode acontecer sim de a denúncia ser aprovada. Aliás, são três, basta que uma delas seja aceita para que Temer seja afastado. É um movimento [de adesão dos partidos contra o presidente] que tem potencial para crescer, mas Maia tem demonstrado lealdade”, arrematou Thiago Peixoto.
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