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Rádio Ideias - Programa Frequência de Classe nº 33

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Política goiana e a sucessão de Marconi (JN)

Vanderlan Cardoso, cotado para vice de José Eliton, manteria o PSB na base governista

Opção
Há mais três cotados para a vice: Thiago Peixoto, por enquanto o favorito, Francisco Júnior e Célio Silveira

Há quatro nomes cotados para a vice do candidato do PSDB a governador de Goiás, José Eliton: o deputado estadual Francisco Júnior (PSD), os deputados federais Célio Silveira (PSDB) e Thiago Peixoto (PSD) e o empresário Vanderlan Cardoso (PSB).

Célio Silveira representa o Entorno de Brasília, uma região de eleitorado gigante e que, no geral, não se sente inteiramente representada pelos governos e políticos. Sua força advém disto, mas seu capital está espraiado por outras cidades, como Mor­ri­nhos, Goiânia, Jussara e Jara­guá. Mas o tucano sempre diz que seu objetivo é disputar a reeleição. Três prefeitos hipotecaram apoio à sua “candidatura”: Rogério Tronco­so, de Morrinhos, Cristóvão Tormin (paradoxalmente, é visto como seu arquirrival político), de Luziânia, e Issy Quinan, de Vianópolis.

O político mais cotado para vice é o deputado Thiago Peixoto. Além de suas qualidades pessoais — o economista é um homem de ideias modernas e avançadas —, há a força de seu partido, o PSD, que exige uma vaga na chapa majoritária, considerando que figura como um dos principais partidos da base governista. O PSD tem outro nome, Francisco Júnior, que tem força pelo fato de ter sido bem avaliado como candidato a prefeito de Goiânia na disputa de 2016.

O fato novo, no entanto, é a “entrada” de Vanderlan Cardoso no jogo. Acredita-se que tem capilaridade eleitoral, em todo o Estado e notadamente em Goiânia (seria um antídoto contra um candidato apoiado pelo prefeito Iris Rezende) e na Grande Goiânia.

Se aceitar a vice, Vanderlan Cardoso resolve problemas graves para a base aliada. Primeiro, impede que o PSB se bandeie para o lado do senador Ronaldo Caiado (DEM) ou do deputado federal Daniel Vilela (PMDB). Segundo, ao conquistar uma vaga na chapa majoritária, o PSB deixaria de exigir que a senadora Lúcia Vânia dispute a reeleição. Ela poderia postular uma vaga de deputada federal e, consequentemente, não sairia da base aliada.
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