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segunda-feira, 19 de março de 2018

Arco de ampla aliança é trunfo de Zé Eliton

Pré-candidato tucano espera que a base partidária de 16 siglas da eleição passada, que reelegeu Marconi Perillo, chegue a 18 ou 20 neste ano


Vice-governador Zé Eliton, pré-candidato tucano ao governo: ele quer 18 a 20 partidos na aliança governista
Por Cezar Santos/Opção
O sucesso de uma candidatura majoritária está diretamente atrelado à estrutura partidária que lhe sustenta, mesmo que o argumento não possa ser dito como verdade matemática. Excepcionalmente, um candidato pode até vencer sem essa base sólida — foi o que ocorreu, por exemplo, na eleição presidencial de 1989, com Fernando Collor, que ganhou com o nanico PRN; depois o governo naufragou na falta de sustentação partidária.

Estrutura partidária não é apenas um clichê, um jargão que os políticos usam ao sabor das conveniências. Partidos enraizados nos municípios são importantes na sustentação da campanha do candidato na medida em que coloca gente para pedir votos para ele, muitas vezes em cidades onde ele nem poderá vi­si­­tar durante a campanha. A propósito, quem trabalha na política sabe de histórias de candidatos que chegam a determinados locais e não tem ninguém para recebê-lo, isso é exemplo extremado de falta de estrutura partidária.

É por essa ra­zão que, em Goi­ás, as eleições pa­ra governador são polarizadas entre PSDB e PMDB, os dois par­­tidos que efetivamente têm presença em todo o Estado, se não com di­retórios formais, mas pelo menos com comissões provisórias atuantes. Qualquer candidato que queria ter chances efetivas de se tornar inquilino do Palácio das Esmeraldas, inevitavelmente tem de contar com um desses partidos em sua aliança. Quem se arriscou fora disso deu com os burros n’água e o exemplo mais evidente foi Vanderlan Cardoso.

Em 2010. Vanderlan, então no PR, até tinha o perfil que as pesquisas indicavam — empresário de sucesso, ex-prefeito Senador Canedo, onde tinha realizado duas belas gestões, etc. —, mas sem boa base partidária nem chegou ao segundo turno. Ele até teve aliança numericamente maior que a do PMDB (sete a três), mas com partidos nanicos. O resultado: o tucano Marconi Perillo (que venceu o pleito) e Iris Rezende, do PMDB, no segundo turno.

A história se repetiu em 2014. Vanderlan, novamente sem boas alianças — dessa vez com apenas três siglas —, ficou de camarote assistindo Marconi e Iris disputarem, novamente, o segundo turno, com nova vitória do tucano. Leia mais/Opção
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