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sábado, 14 de julho de 2018

Impacto negativo na economia do Sudoeste Goiano e de Goiás (JN)

BRF anuncia distrato com 64 aviários de Rio Verde
Empresa encerrou a produção de perus em Mineiros e agora também reduzirá o abate de frangos na unidade rioverdense

Depois de encerrar o abate de perus em sua unidade de Mineiros, a BRF Foods notificou o distrato de contratos com 64 aviários integrados em Rio Verde. Outros 100 aviários devem ser notificados sobre o encerramento de seus contratos em breve. 
O clima nos dois municípios do Sudoeste Goiano é de grande preocupação com demissões e a redução da atividade econômica.

Em meados de junho, a empresa anunciou que encerraria apenas o abate de perus em Mineiros por causa do fechamento do mercado europeu. Na ocasião, o vice-presidente Global de Eficiência Corporativa da BRF, Jorge Lima, disse que a produção seria concentrada na unidade de Chapecó (SC), por questões de abertura de mercado. “Não temos onde vender, por isso não dá mais para continuar produzindo perus na quantidade que produzimos”, afirmou. A produção foi finalizada no início desta semana.

Mas, na semana passada, a empresa também começou a notificar produtores de frango integrados de Rio Verde do fechamento de 16 módulos de produção de frango, que equivalem a 64 aviários da região. De acordo com o presidente da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), Bartolomeu Braz, tudo indica que outros 100 aviários também serão notificados. Segundo ele, isso significará uma redução de 18% na produção de frangos da BRF na região. “Será um impacto em toda a cadeia produtiva, gerando desemprego”, diz.

O setor tenta fazer com que o ministro Blairo Maggi intervenha junto à BRF. Bartolomeu informa que os produtores já propuseram uma redução da produção anual para não fechar os aviários, o que não foi aceito pela empresa. Eles também tentam ser recebidos pela direção da BRF. “Todos fizeram pesados investimentos e, agora, por problemas de gestão, mandam fechar os aviários”, ressalta.

A região possui 166 produtores integrados e 246 núcleos de produção de aves, o equivalente a mil aviários. O presidente da Associação dos Granjeiros e Integrados em Terminação de Rio Verde (Aginterp), Osvaldo Soerger, conta que a empresa prometeu indenizar os produtores, de acordo com os termos de cada contrato individual. Em média, são cerca de seis meses de indenização. Alguns, cumprirão seis meses de aviso, período em que continuarão produzindo.

Mas, segundo ele, o clima entre os integrados é de grande apreensão. As entidades representativas do setor discutem alternativas possíveis, que incluem até a construção de um frigorífico, o que seria uma solução mais a longo prazo. Osvaldo informa que eles também já procuraram outras indústrias da região, como a Pif Paf, que só poderão sinalizar a possibilidade de absorver algumas granjas depois do mês de setembro.

Alguns produtores já estão há 30 dias com o aviso de desligamento nas mãos e propuseram até arcar com os custos de ociosidade das granjas durante um período, enquanto a BRF recupera seus mercados, mas não tiveram resposta. Os aviários já começaram a demitir: serão 120 funcionários de imediato, com 70 mil frangos deixando de ser abatidos por dia.

A BRF informou que os termos contratuais vigentes serão honrados junto aos atuais integrados de perus em Mineiros. Segundo a empresa, os distratos em Rio Verde fazem parte do plano de reestruturação operacional e financeira da companhia, que visa melhorar sua estrutura de capital por meio da redução de sua alavancagem.

Mineiros
Com o encerramento do abate de perus na BRF de Mineiros, 140 granjas já estão paradas e 540 funcionários estão sendo demitidos. O presidente da Federação da Agricultura no Estado de Goiás (Faeg), Bartolomeu Braz, lembra que a empresa chegou a dizer que essas granjas passariam a produzir frangos. “Não acreditamos mais nessa possibilidade”, destaca.go A empresa prometeu honrar os contratos de financiamento dos produtores junto ao FCO. 

Segundo ele, apesar de a BRF não confirmar, há informações de que 500 funcionários da indústria, que abatia 25 mil perus por dia, foram demitidos.

O vice-presidente da Associação dos Avicultores Integrados da Perdigão em Mineiros, Fábio Leme, acredita que as demissões continuarão, o que já impacta a economia local. “Estamos muito preocupados, pois um terço da economia do município gira em torno da avicultura. Na cidade, não há emprego para todos”, afirma. Ele lembra que, em 11 anos de integração com a BRF, os produtores fizeram R$ 280 milhões em investimentos.

Fonte: O Popular
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