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terça-feira, 3 de julho de 2018

Senta que lá vem mais história - Os árabes em Jataí

ASSAD BOATIE JAJAH – uma das grandes lideranças políticas de Jataí

Por DC Mello
Filho de Gabriel Elias Jajah. Casado com Ermoza Gabriel Tobias Jajah, com quem teve três filhos. Assad teve uma segunda família e com essa surgiram mais oito filhos.

O primeiro registro da presença de Boatie Jajah em Jataí é de 1901, ao comprar uma parte da fazenda Lajeado, de José Garcia de Freitas.

Em 1906 esteve morando em Uberaba. Voltou para Jataí e se instalou na Praça Mal. Deodoro da Fonseca (Praça Padre Brom). Assad Boatie Jajah, além de possuir um patrimônio de peso, era político atuante e muito prestigiado dentro da cúpula do antigo Partido Democrata, no qual atuava como integrante do diretório local. Em 1903 exerceu a Intendência de Jataí e foi secretário da Câmara em 1904. Embora respeitado no meio político, nunca foi bom de voto. Na eleição de 1923 disputou uma vaga para a Câmara de Vereadores e conseguiu somente um voto.

Boatie Jajah, comerciante em Jataí em 1922, era um respeitável pecuarista, dono de um rebanho de gado zebu trazido de Uberaba. Contumaz emprestador de dinheiro, o velho Assad tinha sempre em mãos vários documentos de hipoteca ou escritura de confissão de dívida a seu favor. Em virtude disso, algumas áreas de terras passaram ao seu domínio.

Boatie fez uma grande dívida com uma empresa de São Paulo e deu em garantia parte de seu patrimônio. Quando faltava um ano para o vencimento do débito, pagou a conta. O valor? 107 contos de réis. Para se ter ideia do que representava essa importância, até então nunca houve aqui registro em cartório de venda de fazenda com importância superior a 20 contos. Isso foi em 1923.

Assad Boatie Jajah, membro da antiga Guarda Nacional, morreu no Rio de Janeiro, em 1927. Seu corpo foi embalsamado e conduzido para Jataí para o sepultamento. 

Quando de sua morte, apareceram no inventário somente os filhos da primeira mulher, Esmeralda (esposa de Nicolau Zaiden) e Moysés Jajah (uma das filhas já havia falecido). Assad Boatie Jajah deixou cinco propriedades rurais, totalizando uma área de 2.837 alqueires, uma chácara nas cercanias da cidade e duas casas. 31,6% do montante do seu patrimônio era dinheiro vivo. No arrolamento dos bens não apareceram seus cavalos de raça nem gado de espécie alguma. Com relação à segunda família, nenhum dos oito filhos e nem a mulher tiveram participação na partilha.
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